© agbelas/Instagram

Agbelas faz história no pré-carnaval do Rio com percussão feminina ancestral

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O pré-carnaval carioca recebeu um evento inédito e vibrante com a estreia do coletivo percussivo feminino Agbelas no Rio de Janeiro. Reconhecido por sua profunda conexão com a cultura afro-brasileira e a valorização da ancestralidade, o grupo realizou uma apresentação marcante no Aterro do Flamengo, Zona Sul da cidade. Este encontro musical, que reuniu cerca de 100 percussionistas, marcou a primeira vez que as Agbelas trouxeram sua tradicional “Oferenda Musical à Rainha do Mar” para o cenário carioca, um ritual já consagrado em Salvador. O espetáculo celebrou o papel da mulher na música, unindo ritmo, espiritualidade e empoderamento em uma performance memorável para os que se reuniram na manhã de sábado, antes mesmo dos primeiros raios de sol dominarem a orla.

A chegada das Agbelas ao Rio de Janeiro

Pela primeira vez em solo fluminense, o coletivo Agbelas, originário de Salvador, desembarcou no Rio de Janeiro para um evento que transcendeu a simples celebração carnavalesca. A escolha do Aterro do Flamengo como palco para a concentração, que se iniciou às 6h da manhã, e o começo do cortejo, marcado para as 7h, não foi por acaso. A paisagem icônica da Zona Sul, banhada pela Baía de Guanabara, serviu como um cenário grandioso para a “Oferenda Musical à Rainha do Mar”, um ritual que o grupo pratica anualmente em Salvador, no dia 2 de fevereiro, em homenagem a Iemanjá. A réplica carioca deste ato de fé e arte atraiu participantes de diversas partes do Brasil e do mundo, todos unidos pelo propósito de celebrar a força feminina e a riqueza da percussão afro-brasileira. A performance, ao ar livre e em um local de grande simbolismo, ressaltou a universalidade da mensagem do Agbelas.

Uma oferenda musical com alcance global

Cerca de 100 percussionistas se uniram para dar vida à apresentação no Rio. Essas mulheres, muitas delas viajando de outros estados brasileiros e até de diferentes países, prepararam-se intensivamente online desde outubro para este momento. A reunião presencial no Rio simbolizou um ponto culminante de meses de ensaios e conexão à distância, reforçando o caráter inclusivo e agregador das Agbelas. A maestrina Gio Paglia destacou a magnitude do encontro: “Tem gente vindo do país inteiro para essa oferenda. Tem mulheres do país, do mundo inteiro que vêm para tocar, que estão ensaiando com a gente desde outubro online, e agora vêm se encontrar aqui presencialmente para poder oferecer esse presente. Então, a gente está muito animada, muito feliz”. Além de entoarem cânticos ancestrais, as artistas demonstraram a potência de instrumentos como o xequerê, um elemento central na sonoridade do grupo. Composto por uma cabaça envolta em uma trama de sementes e miçangas, o xequerê produz um som vibrante e rítmico através do atrito, simbolizando a união e a energia cíclica da natureza e da vida.

A filosofia e o impacto do Agbelas

Fundado e liderado pela maestrina Gio Paglia, o coletivo Agbelas é muito mais do que um grupo de percussão; é um movimento que se baseia em princípios de conexão, intimidade e coletividade. A visão de Paglia para o grupo transcende a performance musical, buscando promover a cura e o autoconhecimento entre suas integrantes. “Agbelas tem esse princípio de conexão, dessa intimidade, desse coletivo que pertence, que é unido, que se ajuda,” afirma Paglia. Ela enfatiza a importância da autocura como um motor para o movimento do grupo, vendo o coletivo como um portal de entrada fundamental para mulheres no universo da música, da percussão e da arte em geral. A essência do Agbelas reside em criar um espaço seguro e inspirador onde a arte é um veículo para o crescimento pessoal e a união, celebrando a identidade e a força da mulher através do ritmo e da melodia.

Empoderamento e ações comunitárias

Além das apresentações espetaculares, as Agbelas se dedicam a ações sociais de grande relevância, oferecendo oficinas gratuitas que ensinam a confecção de instrumentos de percussão. Essas aulas são destinadas a mulheres, muitas vezes em comunidades em situação de vulnerabilidade social, proporcionando não apenas um novo hobby, mas uma ferramenta de empoderamento e expressão cultural. Ao ensinar a criar e a tocar, o grupo abre portas para o desenvolvimento pessoal, a descoberta de talentos e a construção de uma rede de apoio. Essa iniciativa reflete o compromisso das Agbelas com a disseminação da cultura afro-brasileira e com a promoção da autonomia feminina através da arte. O impacto dessas oficinas vai além da música, fomentando a autoestima e a capacidade de colaboração, reforçando a crença de que a arte pode ser um agente transformador na vida das pessoas.

Conclusão

A estreia das Agbelas no pré-carnaval do Rio de Janeiro representou um marco significativo, não apenas para o calendário festivo da cidade, mas para o movimento de empoderamento feminino e valorização da cultura afro-brasileira. A “Oferenda Musical à Rainha do Mar” no Aterro do Flamengo reforçou a mensagem de união, ancestralidade e a potência da mulher na música, ecoando os valores que Gio Paglia e o coletivo defendem. Com sua fusão de arte, espiritualidade e engajamento social, as Agbelas demonstram que a percussão pode ser um poderoso veículo para a transformação e a celebração da identidade, deixando uma marca vibrante e inspiradora na memória carioca e no coração de todos que presenciaram sua performance.

FAQ

O que é o coletivo Agbelas?
As Agbelas são um coletivo percussivo feminino que nasceu em Salvador com o objetivo de valorizar a cultura afro-brasileira, a ancestralidade e o papel da mulher na música. O grupo é conhecido por suas apresentações energéticas e pela promoção de valores como união, cura e autoconhecimento entre suas integrantes.

Qual a importância da “Oferenda Musical à Rainha do Mar” para o grupo?
Esta oferenda musical é um ritual anual tradicionalmente realizado pelas Agbelas em Salvador, em 2 de fevereiro, em homenagem a Iemanjá. A performance no Rio de Janeiro marcou a primeira vez que essa celebração de fé e arte foi levada para fora da Bahia, simbolizando a expansão da mensagem do grupo e a conexão com o mar.

Como as Agbelas contribuem para a comunidade?
Além de suas performances, as Agbelas promovem diversas ações sociais, como oficinas gratuitas de confecção de instrumentos de percussão. Essas oficinas são voltadas para mulheres, muitas delas em comunidades vulneráveis, oferecendo um meio de empoderamento, desenvolvimento pessoal e disseminação da cultura afro-brasileira através da arte e da música.

Para conhecer mais sobre o trabalho das Agbelas e acompanhar suas próximas iniciativas de empoderamento feminino através da percussão, siga suas redes sociais e participe deste movimento transformador.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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