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Acidente fatal com Ônibus de trabalhadores rurais deixa seis mortos na BR-153

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Uma tragédia marcou a madrugada desta segunda-feira (16) na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), no trecho que conecta as cidades de Ocauçu e Marília, no interior de São Paulo. Um ônibus que transportava trabalhadores rurais tombou, resultando na morte de seis pessoas e deixando outras 33 feridas. As vítimas eram parte de um grupo que havia partido do estado do Maranhão com destino a Santa Catarina, onde atuariam na colheita de maçãs. O sinistro, que chocou a região, ocorreu após um pneu do veículo estourar, fazendo com que o motorista perdesse o controle e o ônibus saísse da pista antes de tombar violentamente, mobilizando intensos esforços de resgate e assistência às vítimas.

Detalhes da tragédia e o resgate emergencial

O incidente na BR-153: uma sequência fatal
O grave acidente na BR-153, que ceifou a vida de seis trabalhadores e feriu dezenas, teve seu epicentro em uma falha mecânica crítica. Segundo relatos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus trafegava pelo trecho entre Ocauçu e Marília quando um de seus pneus estourou subitamente. A explosão repentina do pneu, em alta velocidade, é um evento de extremo risco, capaz de desestabilizar até os veículos mais robustos. Na sequência, o motorista perdeu completamente o controle do veículo pesado, que invadiu a lateral da rodovia, saindo da pista asfaltada. O desfecho foi o tombamento do ônibus, que se virou, causando um impacto devastador para seus passageiros.

A violência do tombamento resultou em mortes instantâneas e ferimentos graves em muitos dos ocupantes. A dinâmica exata do acidente está sob investigação, mas a sequência de eventos — estouro de pneu, perda de controle, saída de pista e tombamento — aponta para a velocidade e o peso do veículo como fatores que agravaram as consequências. Condições de manutenção do veículo, estado dos pneus e até mesmo fatores externos da via podem ser considerados nas análises subsequentes para determinar a causa-raiz e prevenir futuras ocorrências similares.

A resposta emergencial e a rede de apoio às vítimas
Imediatamente após o acidente, a BR-153 tornou-se cenário de uma operação de resgate em larga escala. Equipes da Polícia Rodoviária Federal, da concessionária que administra o trecho da rodovia e de diversas corporações de bombeiros e serviços de atendimento médico de emergência foram acionadas. A prioridade era clara: prestar socorro aos sobreviventes e garantir a segurança do local. Com o ônibus tombado e diversos passageiros presos ou espalhados pela via, o trabalho foi desafiador e demandou coordenação intensa.

Os feridos, que totalizaram 33 pessoas, apresentavam uma variedade de lesões, desde escoriações leves até traumas mais graves, fraturas e contusões decorrentes do forte impacto. Eles foram rapidamente triados no local e encaminhados para unidades de saúde em Marília. A Santa Casa de Marília, o Hospital das Clínicas da cidade e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mobilizaram suas equipes para receber e tratar as vítimas, muitas delas em estado de choque e com necessidades médicas urgentes. A rede de saúde local demonstrou sua capacidade de resposta diante da crise, garantindo que todos os sobreviventes recebessem o atendimento necessário.

O perfil das vítimas e o contexto da viagem

Trabalhadores em busca de oportunidades: uma jornada interrompida
A tragédia ganha contornos ainda mais dolorosos ao revelar o perfil das vítimas. Todos os ocupantes do ônibus eram trabalhadores rurais, homens e mulheres que haviam deixado suas casas no Maranhão em busca de melhores oportunidades de trabalho. Seu destino era o sul do país, mais precisamente Santa Catarina, onde seriam empregados na colheita de maçãs. Essa migração interna de trabalhadores é um fenômeno comum no Brasil, impulsionado pela busca por emprego e renda, frequentemente em condições de vulnerabilidade.

Esses trabalhadores rurais, em sua maioria, dependem desse tipo de transporte para se deslocar por longas distâncias entre os estados, seguindo o calendário das safras agrícolas. A jornada do Maranhão a Santa Catarina é extenuante, cobrindo milhares de quilômetros, e exige que os veículos e motoristas estejam em condições ideais de segurança. A interrupção abrupta dessa jornada de esperança, com a perda de vidas e os ferimentos de tantos outros, ressalta a fragilidade das condições de transporte e a urgência de garantir a segurança daqueles que se movem pelo país em busca de sustento.

Implicações e investigações futuras
O acidente na BR-153 não se encerra com o socorro às vítimas e a remoção do veículo. Uma série de investigações foi iniciada pela Polícia Rodoviária Federal e outros órgãos competentes. O foco principal é determinar as causas exatas do estouro do pneu e se há responsabilidades envolvidas. Questões sobre a manutenção do ônibus, a idade e o estado dos pneus, as condições de trabalho do motorista (incluindo horas de descanso e jornada de trabalho), e a regularidade da empresa de transporte serão minuciosamente apuradas.

As implicações de um acidente dessa magnitude são amplas. Para as famílias das vítimas fatais, a dor da perda é imensurável. Para os feridos, além do trauma físico e psicológico, há a interrupção da jornada de trabalho e a incerteza sobre o futuro. A investigação também pode levar a revisões nas normas de transporte de trabalhadores rurais, buscando maior rigor na fiscalização de frotas e empresas. É fundamental que se identifiquem falhas sistêmicas para que medidas preventivas sejam implementadas, evitando que tragédias como esta se repitam e garantindo a segurança de todos os que dependem do transporte rodoviário no país.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas morreram no acidente com o ônibus na BR-153?
Seis pessoas morreram no acidente envolvendo o ônibus de trabalhadores rurais na BR-153.

Qual foi a causa provável do tombamento do ônibus?
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o veículo tombou após um dos pneus estourar, o que fez o motorista perder o controle e o ônibus sair da pista.

De onde vinham e para onde iam os trabalhadores rurais?
Os trabalhadores rurais eram do estado do Maranhão e estavam viajando para Santa Catarina para trabalhar na colheita de maçãs.

Quais hospitais receberam os feridos do acidente?
Os feridos foram encaminhados para a Santa Casa, o Hospital das Clínicas e a Unidade de Pronto-atendimento (UPA) de Marília.

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Fonte: https://g1.globo.com

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