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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sarampo em SP: Aumento de Casos e Baixa Cobertura Vacinal Impulsionam Alerta e Campanha Ampliada

O estado de São Paulo acende um alerta de saúde pública diante do recente aumento de casos confirmados de sarampo. Com quinze ocorrências já registradas este ano, a Secretaria Estadual de Saúde, em conjunto com o Ministério da Saúde, intensificou as recomendações para a busca ativa de indivíduos com esquema vacinal incompleto e a aplicação de doses de reforço em crianças já imunizadas. A preocupação se concentra em deter a disseminação da doença e elevar os índices de proteção da população, especialmente na Região Metropolitana.

Avanço da Doença e Resposta Imediata nas Metrópoles

A gravidade do cenário levou as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo a entrarem em estado de atenção especial. Em resposta, o Ministério da Saúde emitiu uma recomendação crucial: a extensão da imunização contra o sarampo para a faixa etária de 6 a 59 anos nestes municípios. A medida, rapidamente acatada pelo governo estadual, visa conter a cadeia de transmissão em áreas de maior densidade populacional e circulação de pessoas, reforçando a barreira imunológica antes de uma expansão maior da doença.

Campanha de Multivacinação Abrange Todo o Estado

A partir da próxima segunda-feira, 3 de julho, e estendendo-se até 1º de setembro, o estado de São Paulo dará início a uma campanha abrangente de multivacinação. Esta iniciativa não apenas incluirá a vacina tríplice viral – que oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola – mas também possibilitará a atualização da caderneta de vacinação com uma vasta gama de outros imunizantes. A campanha será realizada em todos os 645 municípios paulistas, garantindo acesso facilitado à população para completar seus esquemas vacinais.

Além da fundamental tríplice viral, estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) vacinas para BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente (conjugada), meningocócica C (conjugada), meningocócica ACWY (conjugada), influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV. Esta ampla oferta ressalta o caráter preventivo e protetivo da campanha, visando fortalecer a imunidade coletiva contra diversas doenças imunopreveníveis.

Cobertura Vacinal Abaixo da Meta e o Desafio da Proteção Coletiva

A preocupação com o sarampo é amplificada pelos dados de cobertura vacinal, que revelam um cenário desafiador. Segundo dados preliminares da Secretaria Estadual de Saúde para 2026, a primeira dose da vacina tríplice viral atingiu apenas 77,5% da população, enquanto a segunda dose ficou em 65,5% no estado. Esses índices estão significativamente aquém da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 95% para cada uma das doses, essencial para garantir a imunidade de rebanho e evitar surtos.

Em um comparativo, a cobertura nacional em 2025 para a primeira dose foi de 92,9% e 78,3% para a segunda. Mesmo nos municípios da região metropolitana sob atenção, as taxas de 2025, embora ligeiramente melhores que a média estadual preliminar de 2026, ainda não atingem a meta: Guarulhos registrou 91,59% (D1) e 83,90% (D2); São Bernardo do Campo alcançou 90,84% (D1) e 83,62% (D2); e a capital paulista apresentou 90,79% (D1) e 83,63% (D2). Tatiana Lang, da Secretaria Estadual de Saúde, enfatiza que “a atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis. Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão”.

Um Apelo à Participação Cidadã

A situação atual do sarampo em São Paulo é um lembrete contundente da importância da vacinação como ferramenta primária de saúde pública. O sucesso da campanha de multivacinação dependerá diretamente da adesão da população, especialmente daquelas faixas etárias e indivíduos com esquemas incompletos. A imunização é um ato de proteção individual e, sobretudo, coletivo, que garante a segurança de toda a comunidade, prevenindo o ressurgimento e a propagação de doenças que já foram controladas. As autoridades de saúde reforçam o apelo para que todos procurem as unidades de saúde, verifiquem suas cadernetas e contribuam ativamente para a proteção de São Paulo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br