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Impasse no Rio: Rodoviários Avaliam Acordo em Meio ao 2º Dia de Greve

O Rio de Janeiro amanheceu nesta quarta-feira com o segundo dia da greve dos rodoviários, que segue impactando significativamente a mobilidade urbana da capital fluminense. Neste momento, a categoria se reúne em assembleia decisiva para deliberar sobre a proposta de conciliação mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), definindo os próximos passos do movimento paredista que tem gerado transtornos e discussões sobre as condições de trabalho e remuneração.

Avaliação da Proposta e o Impasse Trabalhista

A assembleia dos rodoviários, convocada após uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, representa um momento crucial para a paralisação. A categoria analisa os termos discutidos na mesa de negociação, que visam atender às suas principais reivindicações. Entre as pautas centrais, destacam-se a busca por um salário base de R$ 4 mil para motoristas e R$ 5 mil para condutores de coletivos articulados, além de um vale-alimentação de R$ 1 mil. Os trabalhadores também pleiteiam a redução da jornada para um regime de 5×2 dias e a inclusão de benefícios essenciais como planos de saúde e odontológico, fatores considerados determinantes para a qualidade de vida e segurança no trabalho.

Impacto na Rotina dos Cariocas e Esforços de Mitigação

Enquanto os rodoviários deliberam, a população carioca enfrenta o reflexo direto da paralisação nas ruas da cidade. Desde as primeiras horas da manhã, pontos de ônibus e estações de BRT registraram longas filas e tempos de espera significativamente maiores. A empresária Ana Paula Brito exemplificou a situação, relatando ter aguardado mais de quarenta minutos por um coletivo que a levasse ao trabalho, sem sucesso. A necessidade de recorrer a um transporte por aplicativo resultou em um custo três vezes superior ao habitual, impactando seu orçamento e agilidade diária.

Para minimizar os transtornos, uma determinação judicial impõe a manutenção de, no mínimo, 50% da frota de ônibus e do sistema BRT em operação durante os horários de pico. O Rio Ônibus, representante das empresas do setor, informou que aproximadamente 1.400 veículos estavam circulando no início do dia e que, felizmente, não houve novos incidentes de vandalismo, um alívio em meio à tensão.

Alternativas e Recomendações à População

Diante do cenário de mobilidade comprometida, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio emitiu um alerta à população, sugerindo a priorização de modais de transporte alternativos para seus deslocamentos. A orientação é para que os cidadãos optem pelo uso do metrô, trens e barcas, visando desafogar as vias e reduzir a dependência do sistema rodoviário. Em resposta, a concessionária responsável pelos trens metropolitanos já implementou uma operação especial, reforçando a oferta de viagens ao longo do dia para acolher a demanda adicional de passageiros. Essas medidas buscam oferecer rotas alternativas e minimizar os impactos da greve na fluidez da cidade.

A expectativa agora se volta para o resultado da assembleia dos rodoviários, que definirá se o movimento grevista será encerrado ou mantido. A decisão terá reflexos diretos na vida de milhares de cariocas e na economia da cidade, que aguarda com apreensão uma solução para o impasse trabalhista que já dura dois dias.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br