Cotia entra em campo contra o trabalho infantil

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Enquanto os olhos do mundo estão voltados para a Copa do Mundo, Cotia aproveita a paixão nacional pelo futebol para reforçar uma mensagem urgente: infância não combina com trabalho. Nesta sexta-feira, 12 de junho, Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, equipes do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) estarão nas ruas da cidade distribuindo materiais informativos e orientando a população sobre a importância da proteção integral de crianças e adolescentes.
A ação integra a campanha nacional “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, que utiliza a linguagem do futebol para destacar que o lugar da criança é na escola, convivendo com a família, brincando e se desenvolvendo de forma saudável — nunca trabalhando.
Segundo a coordenadora do CREAS, Ana Belchior, os casos mais comuns identificados envolvem crianças e adolescentes em pontos comerciais movimentados, vendendo produtos nos semáforos ou pedindo dinheiro nas ruas. “Essa criança ou esse adolescente muitas vezes está fora da escola ou vai para a escola cansada de uma rotina de trabalho. O resultado disso é o baixo rendimento escolar”, alerta.
Além de prejudicar a educação, o trabalho infantil expõe crianças e adolescentes a situações de vulnerabilidade, acidentes, exploração e violência. Por isso, o enfrentamento acontece durante todo o ano, com buscas ativas, acompanhamento de famílias e monitoramento de casos. A coordenadora reforça que o combate depende também da sociedade: denúncias e informações da população são fundamentais para localizar e proteger quem tem seus direitos violados.

Denúncias
• Disque 100 (anônimo e gratuito)

• CREAS Cotia: (11) 4614-5622 | creas@cotia.sp.gov.br

• Endereço: Av. Prof. Manoel José Pedroso, 1565 – 2º andar – Jardim Nomura

O símbolo da mobilização é o cata-vento colorido de cinco pontas, que representa a infância em movimento, alegria, liberdade e o compromisso permanente da sociedade com a proteção de crianças e adolescentes.
Cotia, assim como o Brasil, mostra que quando o assunto é infância, o único cartão válido é o da proteção e dos direitos.