Agência Brasil

Carnaval de Fortaleza homenageia Macaúba do Bandolim

ANUNCIO COTIA/LATERAL

O Carnaval de Fortaleza em 2026 transcende a mera folia, transformando-se em um palco vibrante de celebração cultural e resgate histórico. A capital cearense prepara-se para prestar uma emocionante homenagem a uma de suas mais ilustres figuras musicais: Macaúba do Bandolim. Com mais de seis décadas dedicadas à música brasileira, o maestro, cujo nome de batismo é José Felipe da Silva, é um verdadeiro Tesouro Vivo do Estado do Ceará e Mestre da Cultura, reconhecido por sua inestimável contribuição ao chorinho e pela formação de inúmeras gerações de músicos. A celebração durante o Carnaval de Fortaleza sublinha a riqueza do legado de Macaúba, que não apenas dominou o bandolim, mas também pavimentou caminhos para a continuidade de um gênero musical tão emblemático, imortalizando sua arte para as futuras gerações.

Macaúba do Bandolim: A trajetória de um mestre da cultura

A história de José Felipe da Silva, mais conhecido como Macaúba do Bandolim, é um testemunho de dedicação e paixão inabalável pela música. Nascido em Fortaleza, Ceará, ele carrega em seu apelido artístico a essência de seu ofício e de sua vida: o bandolim. Com mais de 60 anos de carreira, Macaúba consolidou-se como uma referência do chorinho brasileiro, não apenas no Ceará, mas em todo o cenário musical do país. Seus títulos de Mestre da Cultura e Tesouro Vivo do Estado do Ceará não são meros reconhecimentos honoríficos; são a validação de uma vida inteira dedicada à arte, à preservação de um gênero musical e à formação de novos talentos. O chorinho, com sua complexidade melódica e rítmica, encontrou em Macaúba um de seus mais ardentes defensores e inovadores, que soube traduzir a alma do gênero em cada nota tocada e composta. A sua influência ultrapassa as barreiras do tempo, ecoando nas cordas de jovens músicos que encontram nele inspiração e um mentor inestimável. A homenagem no Carnaval de Fortaleza 2026 é, portanto, um tributo mais do que merecido a este pilar da cultura cearense.

Da infância ao autodidatismo musical

A jornada musical de Macaúba começou em uma idade surpreendentemente tenra, aos oito anos, em um ambiente familiar paradoxal. Seu pai, também músico e instrumentista de bandolim, violão e cavaquinho, encheu a casa com os sons que moldariam o futuro do jovem José Felipe. No entanto, o incentivo direto para que Macaúba seguisse os passos musicais do pai foi barrado por uma preocupação paterna pouco comum: o receio de que a vida de músico pudesse levá-lo ao alcoolismo. Essa proibição, contudo, não conteve a vocação inata. Macaúba relata que aprendeu sozinho, absorvendo cada melodia e cada técnica de forma autodidata. “O pouquinho que eu sei, eu aprendi só”, afirma o maestro, evidenciando a força de sua determinação e o poder de sua escuta aguçada. Essa fase de aprendizado solitário e persistente forjou não apenas um instrumentista virtuoso, mas um artista resiliente, capaz de superar obstáculos e forjar seu próprio caminho no universo da música. O apelido “Macaúba” surgiu em sua adolescência, enquanto trabalhava em uma fábrica, e permaneceu, tornando-se sinônimo de excelência e maestria.

O legado do chorinho e a formação de novas gerações

Ao contrário da postura inicial de seu pai, Macaúba do Bandolim dedicou sua vida a compartilhar seu conhecimento e paixão. Após mais de 60 anos tocando profissionalmente, muitas vezes em noites memoráveis pela capital cearense, ele encontrou no chorinho sua mais profunda expressão musical. “Gosto de todo tipo de música, mas o choro ele marcou a minha vida”, revela o maestro, expressando a ligação visceral com o gênero que o consagrou. Sua generosidade se manifesta na formação de novas gerações de músicos. Ele não apenas transmitiu sua arte para seus dois filhos, que também são músicos, e um neto violinista, mas mantém uma relação de troca constante com a juventude. “Me dou muito bem com a juventude, tanto passo para eles quanto eles passam para mim. Isso é uma troca de ideia”, explica Macaúba, destacando a importância da interação entre gerações para a vitalidade da música. Sua prolífica carreira também se reflete em sua obra autoral, com mais de 200 choros compostos, enriquecendo o repertório nacional e garantindo que o legado do chorinho continue a inspirar e emocionar.

A conexão de Macaúba com o Carnaval

A ligação de Macaúba do Bandolim com o Carnaval de Fortaleza é tão profunda e multifacetada quanto sua própria trajetória musical. Longe de ser apenas um mero espectador ou um artista de um gênero musical mais introspectivo, Macaúba experimentou a efervescência da folia em diversas facetas, demonstrando a versatilidade de seu talento e a capacidade de sua música em se adaptar a diferentes contextos festivos. O Carnaval, para ele, não foi apenas uma época de celebração, mas também um período de trabalho intenso e de contribuição ativa para a alegria dos foliões. Sua participação ativa nos circuitos carnavalescos da capital cearense é uma prova de sua paixão pela música em todas as suas manifestações, desde o ritmo frenético do frevo até a melodia intrincada do chorinho. Essa experiência enriquece ainda mais o significado da homenagem que lhe será prestada em 2026, conectando seu legado à própria história carnavalesca da cidade de Fortaleza.

Dos trios elétricos à banda municipal

A história carnavalesca de Macaúba remonta a 1979, quando ele integrou um trio elétrico que animava os circuitos da capital cearense. Durante quatro anos, o maestro dedicou-se a tocar frevo, um ritmo que, embora distinto do chorinho, exigia a mesma maestria e energia. “De Carnaval, eu tinha um trio elétrico aqui em Fortaleza. Eu toquei quatro anos nesse trio elétrico, tocando frevo”, recorda Macaúba, sublinhando sua versatilidade e a amplitude de seu talento. Após o encerramento das atividades do trio, sua esposa, visionária, conseguiu para ele uma oportunidade para tocar na banda de música da prefeitura. Essa transição marcou uma nova fase em sua carreira, onde ele continuou a servir à comunidade através da música, participando de diversos eventos oficiais. Foi nesse conjunto que ele eventualmente se aposentou, encerrando uma longa e dedicada carreira de serviço público e musical, deixando uma marca indelével na cultura da cidade.

O show no Aterrinho: Culminância da homenagem

A programação oficial do Carnaval de Fortaleza em 2026 culminará em um momento de pura celebração e reconhecimento. Neste sábado, Macaúba do Bandolim se apresentará com sua banda em um show aguardado, a partir das dezoito horas e trinta minutos, no icônico Aterrinho da Praia de Iracema. Este local, palco de inúmeros eventos culturais da cidade, será o cenário perfeito para a homenagem a um artista que dedicou sua vida à música brasileira. A performance promete ser um deleite para os amantes do chorinho e para todos aqueles que desejam celebrar a rica cultura cearense. Será uma oportunidade singular de ver o Mestre da Cultura em ação, compartilhando sua paixão e talento, e reafirmando seu status como uma lenda viva da música brasileira. A presença de Macaúba e sua banda no Carnaval é um elo que conecta a tradição musical com a efervescência da festa popular, solidificando seu legado no coração de Fortaleza.

Conclusão

A homenagem a Macaúba do Bandolim no Carnaval de Fortaleza 2026 é um gesto de profundo significado para a cultura cearense e brasileira. Ela celebra não apenas um músico excepcional, mas um Mestre da Cultura, um Tesouro Vivo que dedicou mais de seis décadas à arte, moldando gerações e enriquecendo o patrimônio musical do país com mais de 200 choros autorais. A trajetória de José Felipe da Silva, marcada pelo autodidatismo e pela paixão inabalável, desde a infância até o reconhecimento como pilar do chorinho, é uma fonte de inspiração. Sua capacidade de transitar entre o frevo dos trios elétricos e a complexidade do chorinho, sempre com maestria, demonstra a versatilidade de um artista completo. O show no Aterrinho da Praia de Iracema será a apoteose dessa celebração, um momento em que a cidade de Fortaleza se une para aplaudir um de seus maiores ícones, reafirmando que o Carnaval também é tempo de memória, respeito e valorização de quem constrói a identidade cultural de uma nação.

Perguntas frequentes

Quem é Macaúba do Bandolim e qual sua importância para a cultura cearense?
Macaúba do Bandolim, nome artístico de José Felipe da Silva, é um renomado músico fortalezense com mais de 60 anos de carreira. Ele é Mestre da Cultura e Tesouro Vivo do Estado do Ceará, reconhecido como uma referência do chorinho brasileiro e por sua contribuição na formação de gerações de músicos na capital e no interior.

Qual a história por trás do apelido “Macaúba”?
O apelido “Macaúba” foi dado a José Felipe da Silva durante sua adolescência, quando trabalhava em uma fábrica. O nome se consolidou ao longo de sua trajetória musical, tornando-se sinônimo de seu talento com o bandolim.

Onde e quando será o show de homenagem a Macaúba do Bandolim no Carnaval de Fortaleza 2026?
O show de homenagem a Macaúba do Bandolim e sua banda acontecerá neste sábado, a partir das 18h30, no Aterrinho da Praia de Iracema, como parte da programação oficial do Carnaval de Fortaleza 2026.

Quantos choros Macaúba do Bandolim compôs ao longo de sua carreira?
Ao longo de sua prolífica carreira musical, Macaúba do Bandolim compôs mais de 200 choros, enriquecendo significativamente o repertório do gênero no Brasil.

Não perca a oportunidade de celebrar a rica cultura cearense e o talento singular de Macaúba do Bandolim. Mergulhe na programação do Carnaval de Fortaleza 2026 e descubra a paixão do chorinho!

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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