© Evna Moura/Divulgação

Exposição no Rio celebra fotografia feminina do Pará e visão amazônica

ANUNCIO COTIA/LATERAL

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro se tornou o epicentro de uma rica manifestação artística com a abertura da exposição “Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará”. A mostra, que já cativou públicos em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo, desembarca na capital fluminense para destacar a singular produção fotográfica das mulheres do Pará, oferecendo uma profunda imersão nas perspectivas e narrativas da Amazônia. Idealizada pelo Museu das Mulheres, esta iniciativa é um marco no reconhecimento do protagonismo feminino no cenário cultural brasileiro. Ela promete não apenas expor obras de arte, mas também fomentar uma reflexão sobre a diversidade de olhares e a força criativa das artistas paraenses, que moldam e revelam a complexidade de sua região através das lentes.

Vetores-Vertentes: uma jornada nacional de arte e protagonismo

A exposição “Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará” transcende a simples mostra de imagens, configurando-se como um projeto cultural de amplo alcance que percorreu algumas das principais capitais brasileiras antes de chegar ao Rio de Janeiro. Sua itinerância por Belo Horizonte, Brasília e São Paulo permitiu que um vasto público tivesse contato com a expressividade e a profundidade da arte produzida por mulheres do Pará, solidificando a reputação da mostra como um evento de grande relevância no calendário cultural nacional. A chegada ao CCBB Rio de Janeiro, um dos mais prestigiados centros culturais do país, sublinha a importância e o impacto duradouro desta curadoria, que visa promover uma visão mais inclusiva e representativa da arte brasileira.

A curadoria do Museu das Mulheres e a força do olhar feminino

A força motriz por trás de “Vetores-Vertentes” é o Museu das Mulheres, uma instituição pioneira no Brasil, inteiramente dedicada a celebrar e promover o protagonismo feminino em diversas esferas – pública, social e cultural. A idealização deste projeto reflete a missão do museu de dar voz e visibilidade às mulheres artistas, cujas narrativas e estéticas frequentemente permanecem sub-representadas em espaços culturais tradicionais. Ao focar na fotografia paraense, a exposição não apenas resgata e valoriza um segmento específico da produção artística, mas também amplia a discussão sobre a identidade regional e a percepção da Amazônia através do olhar feminino. A curadoria cuidadosa selecionou 170 obras de 11 artistas, tecendo um panorama diverso e rico da criatividade e da sensibilidade feminina na fotografia.

Imersão amazônica: detalhes da exposição no CCBB Rio

A exposição, que ocupa o espaço do Centro Cultural Banco do Brasil, oferece ao público uma oportunidade ímpar de adentrar a complexidade da Amazônia por meio das lentes de suas fotógrafas. É um convite à reflexão sobre a vida, os costumes e as lutas de uma região de imensa riqueza cultural e natural. Cada fotografia, vídeo e instalação presentes na mostra contribui para a construção de uma narrativa multifacetada, que vai além do registro visual, buscando conectar o observador com a essência do Pará e de suas gentes. A escolha de um espaço tão emblemático quanto o CCBB reforça a envergadura cultural da exposição, garantindo a ela um palco adequado para o diálogo com um público vasto e diversificado.

Obras e perspectivas: o legado de 11 artistas e 170 criações

Entre as 11 artistas selecionadas para a exposição, destaca-se Leila Jinkings, jornalista e documentarista, que contribui com 13 obras impactantes. Suas fotografias são um testemunho visual de observações profundas sobre as etnias, os costumes e as lutas sociais presentes no Pará. Leila Jinkings enfatiza a importância da mostra como um “resgate importante da fotografia paraense, principalmente porque ela estudou o trabalho das mulheres fotógrafas. Isso foi muito importante, mostrar a força desse trabalho”. Suas palavras ressaltam a necessidade de valorizar a pesquisa e a dedicação das artistas que, por meio de suas lentes, registram e interpretam a realidade amazônica. A exposição, em sua totalidade, celebra “com muita riqueza, com muita diversidade, o olhar feminino da fotógrafa do Pará, nossa narrativa da região, aquela visualidade amazônica que a gente vê, constrói e quer mostrar”, conforme complementa Jinkings, ilustrando a profundidade e a autenticidade das perspectivas apresentadas.

Além das lentes: uma experiência multissensorial e diversificada

A “Vetores-Vertentes” vai muito além da exposição de fotografias estáticas. A mostra busca proporcionar uma “ampliação sensorial” da experiência do público, incorporando elementos interativos e imersivos que transformam a visita em uma jornada completa. Entre esses recursos inovadores, destacam-se as instalações aromáticas, criadas especificamente para a exposição, que visam evocar os cheiros e a atmosfera da Amazônia, transportando o visitante para dentro dos cenários retratados. Além das fotografias, o acervo é enriquecido com vídeos e jornais, permitindo um mergulho mais profundo na história e na cultura da região. Essa abordagem multissensorial e multimídia enriquece a compreensão das obras e potencializa a conexão emocional do público com as narrativas visuais e conceituais propostas pelas artistas.

Impacto cultural e a relevância da narrativa paraense

A exposição no CCBB Rio é apresentada pelo Ministério da Cultura, reforçando seu caráter de evento de interesse público e seu alinhamento com políticas de fomento à cultura nacional. O apoio governamental sublinha a relevância estratégica de iniciativas que promovem a diversidade cultural e o reconhecimento de expressões artísticas regionais. “Vetores-Vertentes” se estabelece, assim, como um projeto que não apenas exibe arte, mas também desempenha um papel ativo na construção de uma memória cultural mais completa e inclusiva, celebrando a Amazônia e suas artistas.

Resgate histórico e a voz das etnias e lutas

A curadoria da exposição, ao se dedicar ao “resgate importante da fotografia paraense”, faz mais do que exibir imagens: ela tece uma ponte entre o passado e o presente, valorizando um legado muitas vezes negligenciado. As obras apresentadas por artistas como Leila Jinkings, com suas “observações feitas sobre etnias, costumes e lutas”, oferecem uma janela para a complexidade social e cultural do Pará. Essa abordagem jornalística e documental, intrínseca a algumas das produções, confere à exposição um caráter de registro histórico, capturando momentos e realidades que dialogam com questões contemporâneas de identidade, resistência e preservação cultural. O enfoque nas lutas e nos costumes serve como um lembrete da vibrante dinâmica social que permeia a região.

A visualidade amazônica sob novas perspectivas

O que verdadeiramente distingue “Vetores-Vertentes” é a capacidade de apresentar a “visualidade amazônica” através de “múltiplos olhares” femininos. A exposição desafia estereótipos e oferece uma gama de interpretações sobre a Amazônia que vai além do exotismo frequentemente associado à região. As artistas revelam nuances da paisagem, da vida cotidiana e das relações humanas, construindo uma “narrativa da região” que é autêntica e profundamente enraizada em suas experiências pessoais e coletivas. Essa abordagem não apenas enriquece a compreensão do público sobre a Amazônia, mas também eleva o status da fotografia feminina paraense a um patamar de reconhecimento e admiração, consolidando sua contribuição para a arte contemporânea brasileira.

Conclusão

“Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará” é muito mais que uma exposição; é um manifesto visual que celebra a força, a diversidade e a sensibilidade do olhar feminino na Amazônia. Ao trazer à luz a rica produção fotográfica de mulheres paraenses, a mostra cumpre um papel fundamental no resgate histórico e na promoção do protagonismo feminino no cenário cultural brasileiro. Com suas obras impactantes, experiência multissensorial e profunda narrativa, a exposição oferece uma imersão única na alma do Pará, convidando o público a ver e sentir a Amazônia sob perspectivas inéditas. A entrada gratuita e o patrocínio do Ministério da Cultura garantem que esta importante manifestação artística seja acessível a todos, reforçando seu impacto cultural e social.

Perguntas frequentes

Onde a exposição “Vetores-Vertentes” está sendo realizada?
A exposição está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro.

Até quando a mostra ficará aberta ao público?
“Vetores-Vertentes” pode ser visitada até o dia 30 de março.

Qual é o custo de entrada para a exposição?
A entrada para a exposição “Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará” é gratuita.

Quantas artistas e obras a exposição apresenta?
A mostra reúne 170 obras de 11 artistas diferentes, proporcionando uma vasta perspectiva da fotografia feminina paraense.

Quem é a instituição idealizadora da exposição?
O projeto é idealizado pelo Museu das Mulheres, o primeiro museu brasileiro dedicado ao protagonismo feminino.

Não perca a chance de vivenciar esta jornada artística e cultural. Visite a exposição “Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará” no CCBB Rio de Janeiro e mergulhe nas narrativas visuais que celebram a Amazônia através do olhar feminino.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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