A paisagem política de São Paulo testemunha uma significativa migração de deputados estaduais, com ao menos sete parlamentares do PSDB e do Cidadania anunciando sua adesão ao Partido Social Democrático (PSD). A decisão foi selada após um encontro estratégico, realizado na residência de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e atual secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo. Este movimento representa um substancial fortalecimento para o PSD na Assembleia Legislativa paulista e, concomitantemente, um duro golpe para as legendas de origem dos deputados. A articulação, que vinha sendo costurada por Kassab em conversas individuais, culmina em uma reconfiguração do tabuleiro político estadual, com implicações diretas para a composição partidária e futuras disputas eleitorais. A formalização das filiações está agendada para o início de março, consolidando uma nova dinâmica no legislativo paulista.
Reconfiguração da Assembleia Legislativa Paulista
O cenário político paulista sofre uma alteração substancial com a iminente saída de sete deputados estaduais de suas atuais siglas para integrar o Partido Social Democrático (PSD). Este movimento, articulado após um encontro com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e figura influente na política estadual, representa uma das mais expressivas movimentações partidárias recentes na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A reunião, realizada na manhã da última quinta-feira, dia 5 de março, na residência de Kassab, que também ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais do estado, selou o compromisso desses parlamentares com a nova legenda.
O impacto nas bancadas do PSDB e Cidadania
A lista dos parlamentares que deixarão o PSDB inclui nomes de peso na política paulista: Rogério Nogueira, Carlão Pignatari, Barros Munhoz, Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary e Mauro Bragato. Do Cidadania, o deputado Dirceu Dalben também confirmou sua migração. Essa debandada representa um esvaziamento considerável para as bancadas de origem. No caso do PSDB, que já enfrentava um declínio em sua representatividade nas últimas eleições, a perda desses seis deputados reduz sua presença na Alesp a apenas duas parlamentares: Bruna Furlan e Carla Morando. Para o Cidadania, a saída de Dirceu Dalben deixa a bancada com Ana Carolina Serra e Ortiz Junior.
A federação partidária que englobava PSDB e Cidadania, e que no início da legislatura contava com um total de 12 deputados – sendo nove do PSDB e dois do Cidadania, além de um deputado de outra sigla, embora o total de onze nomes mencionados originalmente cause uma pequena discrepância – vê sua força significativamente diminuída. Essa redução numérica impacta diretamente a capacidade de articulação e influência dessas legendas em votações importantes, na composição de comissões e na liderança de blocos parlamentares. O enfraquecimento de partidos tradicionais como o PSDB, que por décadas dominou a política paulista, é um reflexo das transformações em curso no espectro político brasileiro.
A consolidação do PSD como força política
Em contrapartida, o PSD emerge como um dos grandes beneficiários desta janela partidária. A incorporação de sete novos deputados estaduais fortalece de forma notável a bancada do partido na Alesp, elevando-o a um patamar de maior protagonismo e poder de fogo. Esse crescimento não se limita apenas ao número de cadeiras, mas também à qualificação dos parlamentares que chegam, muitos com vasta experiência legislativa e base eleitoral consolidada. A expectativa é que essa nova composição confira ao PSD uma posição estratégica em debates legislativos, negociações de projetos e na formação de futuras alianças políticas no estado. A filiação oficial dos deputados está prevista para o dia 4 de março, na sede do partido na capital paulista, marcando o início de um novo capítulo para a legenda no cenário estadual.
A Estratégia de Gilberto Kassab e a Expansão do PSD
A articulação que resultou na migração dos sete deputados para o PSD é um testemunho da sagacidade política de Gilberto Kassab. Conhecido por sua habilidade em construir alianças e expandir a influência de sua legenda, Kassab vinha conversando individualmente com os parlamentares há algum tempo, pavimentando o terreno para essa movimentação estratégica. Seu papel como presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo lhe confere uma posição privilegiada para atrair quadros e consolidar o partido tanto no nível estadual quanto nacional.
A influência do líder e o projeto nacional
A estratégia de Kassab transcende a esfera paulista. O PSD tem se posicionado como um partido de centro com ambições nacionais claras, buscando atrair lideranças de diferentes matizes ideológicos e regiões do país. A vinda de Marcos Rocha, governador de Rondônia, do União Brasil para o PSD, noticiada anteriormente, é outro exemplo da capacidade do partido em seduzir figuras proeminentes. Essas movimentações fazem parte de um projeto maior de Kassab para fortalecer o PSD como uma força política relevante para as próximas eleições gerais, incluindo a corrida presidencial de 2026. A captação de deputados estaduais em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, é fundamental para esse objetivo, garantindo tempo de televisão e capilaridade eleitoral.
Kassab, em diversas ocasiões, tem demonstrado uma visão pragmática sobre o futuro do PSD. Ele já afirmou que a pesquisa eleitoral não será o único critério para a escolha de um candidato do partido à presidência, indicando uma abertura para diversas possibilidades e um foco na construção de candidaturas fortes e competitivas. Suas declarações sobre a disputa presidencial, inclusive em relação a possíveis candidatos como Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, demonstram a flexibilidade e a ambição do partido em ocupar um espaço central no tabuleiro político nacional. A frase “Nunca e jamais são palavras que você deve evitar na política” reflete bem essa postura de portas abertas e adaptabilidade. A busca por parlamentares experientes e com representatividade é um pilar dessa estratégia, visando consolidar uma bancada robusta em todos os níveis federativos.
Horizontes para as próximas eleições
A reconfiguração na Assembleia Legislativa de São Paulo terá repercussões diretas nas próximas eleições, tanto as municipais de 2024 quanto as gerais de 2026. Com uma bancada mais forte, o PSD terá maior poder de barganha na formação de alianças e na indicação de candidatos a prefeitos e vereadores em São Paulo. O esvaziamento do PSDB e do Cidadania, por sua vez, pode levar essas legendas a uma fase de reconstrução e reposicionamento, buscando novas lideranças e estratégias para manter sua relevância no cenário político estadual. A dinâmica partidária em São Paulo, sempre efervescente, demonstra mais uma vez sua fluidez, com o PSD se consolidando como um ator central e decisivo para as futuras disputas eleitorais. A formalização dessas filiações é um marco que poderá redesenhar o mapa político paulista pelos próximos anos.
Implicações e o Futuro Político em São Paulo
A migração de sete deputados estaduais do PSDB e do Cidadania para o PSD, orquestrada por Gilberto Kassab, representa um divisor de águas na política paulista. O enfraquecimento das siglas tradicionais e o fortalecimento do PSD na Assembleia Legislativa de São Paulo indicam uma significativa reconfiguração do poder. Este movimento estratégico não apenas altera a composição partidária, mas também projeta o PSD como um ator-chave nas articulações para as próximas eleições, tanto estaduais quanto nacionais, reforçando a ambição do partido de Kassab de expandir sua influência e consolidar sua presença em todos os níveis do federalismo brasileiro. As filiações previstas para março sinalizam o início de um novo capítulo para a política de São Paulo.
Perguntas Frequentes
Quem são os deputados que migraram para o PSD em São Paulo?
Seis deputados do PSDB (Rogério Nogueira, Carlão Pignatari, Barros Munhoz, Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary e Mauro Bragato) e um do Cidadania (Dirceu Dalben) decidiram migrar para o PSD.
Qual o impacto dessa migração para o PSDB e o Cidadania em São Paulo?
O PSDB ficará com apenas duas deputadas (Bruna Furlan e Carla Morando) e o Cidadania com duas (Ana Carolina Serra e Ortiz Junior) na Assembleia Legislativa, resultando em um enfraquecimento significativo de suas bancadas.
Qual o papel de Gilberto Kassab nesse processo de migração?
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, foi o articulador principal, realizando encontros individuais e liderando as negociações para atrair os parlamentares.
Quando as filiações dos deputados ao PSD serão formalizadas?
A filiação oficial dos deputados ao PSD está agendada para o dia 4 de março, na sede do partido localizada na capital paulista.
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Fonte: https://g1.globo.com
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