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Confronto armado em Cubatão resulta na prisão de dois homens; um baleado

ALESP

Dois indivíduos foram presos em flagrante após um intenso confronto armado com policiais militares em Cubatão, litoral de São Paulo. A operação, que visava combater o tráfico de drogas na região da Vila Esperança, no domingo (25), escalou para uma troca de tiros que resultou no ferimento de um dos suspeitos. Jonathan Pereira Gomes Viveiros, de 32 anos, foi baleado e está internado sob custódia policial. Alex Bernardo de Azevedo da Silva, de 29 anos, também foi capturado no local. Armas de fogo de diversos calibres, entorpecentes e dinheiro foram apreendidos durante a ação policial que mobilizou diversas equipes na área. A intervenção reforça a complexidade do combate ao crime organizado em áreas urbanas e de difícil acesso.

A operação policial e o violento confronto

A ação que levou à prisão dos dois suspeitos teve início no bairro Vila Esperança, uma área conhecida pelas atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes em Cubatão. As forças policiais agiram com base em informações recebidas que indicavam a movimentação de homens armados na região, em especial a tentativa de fuga de indivíduos pelo mangue. A área, caracterizada por sua vegetação densa e terrenos alagadiços, frequentemente é utilizada por criminosos como rota de escape ou esconderijo, dificultando a atuação das autoridades.

O início da perseguição e os primeiros disparos

No domingo, equipes da Polícia Militar se deslocaram até a Vila Esperança para verificar a denúncia. Ao chegarem ao local indicado, os agentes foram imediatamente recebidos a tiros por um homem que portava uma espingarda. Diante da agressão, os policiais revidaram os disparos, conforme os protocolos de segurança e confronto. Sob o fogo cruzado, os suspeitos iniciaram uma fuga desesperada em direção à densa vegetação da mata e do mangue, utilizando o ambiente como cobertura para tentar evadir-se da perseguição policial. A complexidade do terreno adicionou um elemento de alto risco à operação, exigindo cautela e agilidade dos agentes envolvidos.

A intensidade da troca de tiros e o cerco tático

Enquanto uma equipe policial se embrenhava na perseguição inicial, outra frente de policiais adentrou a região rural adjacente, planejando um cerco para interceptar os fugitivos. Contudo, essa segunda equipe também foi surpreendida por uma nova série de disparos, indicando que os criminosos estavam bem armados e determinados a resistir à prisão. A troca de tiros se intensificou, criando um cenário de alta periculosidade. Após alguns minutos de confronto, os policiais ouviram um pedido de socorro vindo do interior da mata, sinalizando que um dos indivíduos havia sido atingido. Imediatamente, o resgate foi acionado para prestar assistência ao ferido, demonstrando a prioridade em preservar vidas, mesmo em situações de confronto.

A captura dos suspeitos e as apreensões

A operação resultou na prisão de Jonathan Pereira Gomes Viveiros e Alex Bernardo de Azevedo da Silva, além da apreensão de um arsenal de armas e grande quantidade de material ilícito. A perícia técnica foi requisitada para o local do confronto, e os procedimentos legais foram iniciados para cada um dos envolvidos.

O suspeito baleado e sua prisão

Jonathan Pereira Gomes Viveiros foi o primeiro a ser localizado, ferido no matagal. Ele recebeu os primeiros socorros dos próprios agentes e, em seguida, foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Cubatão. No momento da sua localização, Jonathan carregava uma bolsa contendo um aparelho celular, porções de crack e anotações que indicavam atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Nas proximidades de onde foi encontrado, a polícia apreendeu uma espingarda, uma quantia em dinheiro, cento e vinte pinos de cocaína, outro telefone celular e uma mochila que continha mais entorpecentes, rádios comunicadores e diversos objetos frequentemente associados a crimes. Devido à gravidade dos ferimentos, Jonathan permanece internado no hospital sob escolta policial, aguardando alta para ser transferido ao sistema prisional. Ele foi autuado em flagrante e será investigado pelos crimes de tráfico de drogas e tentativa de homicídio contra os policiais.

A prisão do segundo envolvido e os mandados em aberto

Durante a minuciosa varredura no mangue e na área de mata, os policiais encontraram Alex Bernardo de Azevedo da Silva, conhecido como ‘Coringa’. Alex tentava se esconder próximo a um fuzil com o carregador vazio e uma pistola que pertencia à Polícia Rodoviária Federal. Ao ser confrontado, ele se rendeu às autoridades. Em seu depoimento inicial, Alex afirmou ter perdido os carregadores das armas durante a fuga e indicou a localização de um colete balístico em sua residência, que foi posteriormente apreendido pelos policiais. Após ser avaliado no pronto-socorro para verificar seu estado de saúde, Alex foi conduzido à delegacia para os procedimentos de flagrante. Foi constatado que Alex possuía três mandados de prisão em aberto contra ele, sendo dois de caráter preventivo e um temporário, evidenciando seu histórico criminal prévio e a gravidade das acusações pendentes.

As investigações e a versão da defesa

O caso foi registrado na Delegacia de Cubatão, e as investigações prosseguem para elucidar todos os detalhes do confronto e a extensão do envolvimento dos suspeitos nas atividades criminosas. A apreensão de um arsenal significativo e a ocorrência de um tiroteio destacam a periculosidade da situação e a necessidade de rigor na apuração.

Registro policial e detalhes da investigação

O boletim de ocorrência formalizou as acusações de tentativa de homicídio e tráfico de drogas contra os dois homens. Além disso, o protocolo de “preso de periculosidade” foi acionado, indicando que os detidos são considerados de alto risco. Para garantir a lisura e a técnica da investigação, foi requisitada perícia especializada para o local do confronto, a fim de coletar evidências e analisar a dinâmica dos eventos. Tanto Alex quanto os sete policiais militares que participaram da troca de tiros foram submetidos a exame residuográfico, procedimento que busca detectar resíduos de pólvora nas mãos, indicando o uso de arma de fogo. As porções de drogas apreendidas foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística (IC) para análise detalhada de sua composição e quantidade. As armas dos policiais, por sua vez, foram individualizadas, periciadas e devolvidas aos agentes após a conclusão dos exames, seguindo o procedimento padrão em casos de confronto armado.

A versão da defesa de Alex

Em nota oficial, o advogado Geovani Souza de Deus, responsável pela defesa de Alex Bernardo de Azevedo da Silva, negou veementemente o envolvimento de seu cliente nas acusações de tentativa de homicídio contra os policiais, tráfico de drogas e associação para o tráfico. O advogado ressaltou que, segundo sua versão, Alex não portava qualquer armamento no momento da abordagem e, em momento algum, efetuou disparos contra as guarnições policiais.

A defesa argumenta que a fuga de Alex durante a incursão policial na Vila Esperança foi motivada exclusivamente pelo receio de ser preso, uma vez que possuía um mandado de prisão em aberto por não ter retornado de uma saída temporária. Esta decisão de não retorno teria sido motivada, conforme a defesa, pelas “condições degradantes e desumanas do sistema prisional”. O advogado também afirmou que as drogas e armas apreendidas na operação pertenciam a outras pessoas, não identificadas, que teriam fugido do local antes ou durante a abordagem policial.

Para comprovar a inocência de seu cliente, o advogado informou que irá solicitar acesso às imagens das câmeras corporais dos policiais militares envolvidos na ocorrência. Segundo ele, “os registros comprovarão a inocência do acusado e a ausência de qualquer objeto ilícito em sua posse”. A defesa também informou que, em sede policial, Alex exerceu seu direito constitucional ao silêncio devido à falta de acesso integral aos autos do processo, reservando-se o direito de manifestar-se exclusivamente em juízo. Até o momento, a defesa de Jonathan Pereira Gomes Viveiros não foi localizada ou não se manifestou publicamente.

Conclusão

O confronto armado em Cubatão, que resultou na prisão de Jonathan Pereira Gomes Viveiros e Alex Bernardo de Azevedo da Silva, sublinha a persistente e complexa luta das forças de segurança contra o tráfico de drogas e a criminalidade organizada na região da Baixada Santista. A apreensão de armas de fogo de alto calibre, incluindo um fuzil e uma pistola da Polícia Rodoviária Federal, além de uma quantidade significativa de entorpecentes, evidencia a estrutura e a capacidade de resistência dos grupos criminosos. Enquanto um dos suspeitos se recupera dos ferimentos sob custódia, o outro enfrenta múltiplas acusações e mandados de prisão em aberto, com sua defesa buscando refutar as imputações. O caso, agora nas mãos da justiça, aguarda o desdobramento das investigações, perícias e depoimentos para determinar as responsabilidades e punições cabíveis, reforçando a importância de uma atuação rigorosa e transparente por parte das autoridades e do sistema judicial para a garantia da segurança pública.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Onde ocorreu o confronto armado?
O confronto ocorreu no bairro Vila Esperança, em Cubatão (SP), durante uma operação policial de combate ao tráfico de drogas.

2. Quantos suspeitos foram presos e qual o estado de saúde deles?
Dois suspeitos foram presos. Jonathan Pereira Gomes Viveiros, de 32 anos, foi baleado e está internado sob escolta policial. Alex Bernardo de Azevedo da Silva, de 29 anos, foi capturado ileso e levado à delegacia após avaliação médica.

3. Quais foram as acusações formais contra os detidos?
Ambos os suspeitos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e tentativa de homicídio contra os policiais militares. Contra Alex, havia ainda três mandados de prisão em aberto (dois preventivos e um temporário).

4. Qual a versão da defesa de um dos suspeitos?
A defesa de Alex Bernardo de Azevedo da Silva negou as acusações, afirmando que ele não portava armas nem atirou contra os policiais. Sua fuga teria sido motivada por um mandado de prisão em aberto, e as drogas e armas apreendidas pertenceriam a outras pessoas que fugiram. A defesa solicitou acesso às imagens das câmeras corporais dos policiais.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos deste e de outros casos de segurança pública na região, acompanhando nossas próximas atualizações.

Fonte: https://g1.globo.com

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