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São Paulo: quem tomou vacina fracionada para febre amarela deve completar ciclo

ALESP

Moradores do estado de São Paulo que receberam a dose fracionada da vacina contra a febre amarela em 2018 são orientados a buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para completar o esquema vacinal com a dose padrão. A recomendação, crucial para garantir proteção duradoura, visa reforçar a imunidade de milhares de paulistas que foram vacinados em um período de emergência em saúde pública. A estratégia de dose fracionada, que correspondeu a um quinto da dose padrão, foi uma medida excepcional adotada para conter rapidamente a disseminação da doença, mas sua eficácia é limitada, estimada em aproximadamente oito anos. Agora, é imperativo que esses indivíduos garantam a imunização completa, que confere proteção vitalícia contra a febre amarela, uma doença infecciosa grave. A iniciativa busca assegurar que a população esteja plenamente protegida, evitando riscos futuros e consolidando os avanços na saúde pública estadual e nacional.

Campanha de reforço em São Paulo

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo está mobilizando a população para a conclusão do ciclo vacinal contra a febre amarela. Esta ação é de suma importância para aqueles que, em 2018, foram imunizados com a dose fracionada da vacina. Naquela ocasião, diante de uma emergência de saúde pública, a medida emergencial foi adotada para garantir uma resposta rápida e em larga escala à ameaça da doença, que apresentava surtos em diversas regiões. Contudo, essa estratégia temporária não substitui a proteção vitalícia oferecida pela dose padrão.

A necessidade do esquema vacinal padrão

A principal diferença entre as doses reside na durabilidade da imunização. Enquanto a dose fracionada, que consistia em um quinto da dose padrão, ofereceu uma proteção válida por cerca de oito anos, a dose padrão confere imunidade para toda a vida. Isso significa que as pessoas que receberam a dose fracionada em 2018 estão se aproximando do limite de validade de sua proteção e precisam de um reforço para manter-se seguras contra a febre amarela. O esquema vacinal completo e padrão está alinhado às diretrizes mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e às políticas do Ministério da Saúde do Brasil, que desde abril de 2017 adotam a recomendação de uma única dose da vacina para a vida toda. A busca pela dose padrão não é apenas uma recomendação, mas uma medida preventiva essencial para a saúde individual e coletiva.

Pontos de vacinação e o “Dia D”

Para facilitar o acesso à vacinação, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o estado de São Paulo estão preparadas para receber a população. Em um esforço concentrado, neste sábado, dia 24 de fevereiro, foi promovido o “Dia D de Imunização” contra a febre amarela e o sarampo, com as UBSs abertas das 8h às 17h. Além disso, desde o dia 12 de janeiro, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo vem ampliando significativamente a oferta de vacinas. Pontos estratégicos foram instalados em estações de metrô e de trem, terminais de ônibus e centros comerciais, buscando levar a imunização mais perto da rotina dos cidadãos e maximizar a cobertura vacinal. É fundamental que os cidadãos verifiquem o cartão de vacinação e, caso tenham recebido a dose fracionada em 2018, procurem a unidade de saúde mais próxima ou um dos pontos extras de vacinação para completar sua imunização.

Entenda a febre amarela e sua prevenção

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda de alta gravidade que exige atenção e prevenção. Compreender seus mecanismos de transmissão e sintomas é crucial para a proteção da saúde pública. A doença é causada por um vírus e possui características específicas que a diferenciam de outras enfermidades, tornando a vacinação a ferramenta mais eficaz de controle.

A doença, seus sintomas e transmissão

A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados, principalmente o mosquito silvestre, que habita zonas de mata. Diferentemente de algumas doenças virais, não há transmissão direta de pessoa para pessoa. A presença desses mosquitos transmissores em uma região é frequentemente sinalizada pela morte de macacos, que também são vítimas da doença. Por essa razão, a observação de macacos mortos deve ser imediatamente comunicada às equipes de saúde do município, pois serve como um alerta epidemiológico importante para a circulação do vírus e para a necessidade de intensificar as medidas preventivas na área. Os sintomas iniciais da febre amarela podem ser inespecíficos, como febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para icterícia (pele e olhos amarelados), hemorragias e falência de órgãos, o que a torna potencialmente fatal.

A vacinação no Brasil: uma dose para a vida toda

A melhor forma de prevenir a febre amarela é através da vacinação. A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS). A política vacinal brasileira passou por uma importante atualização em abril de 2017, quando o país adotou o esquema de dose única para a vida toda, uma medida que está em total conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa alteração simplificou o esquema vacinal e garantiu proteção duradoura sem a necessidade de doses de reforço para quem já recebeu a dose padrão. Para aqueles que já tomaram a dose padrão da vacina contra a febre amarela em qualquer período, a imunização é vitalícia e não há necessidade de uma nova dose, assegurando tranquilidade e proteção contínua.

Imunização: um pilar da saúde pública

Completar o esquema vacinal contra a febre amarela é um gesto de responsabilidade individual que reverbera na proteção coletiva. A campanha de reforço em São Paulo destaca a importância da vigilância constante e da adaptação das estratégias de saúde pública às necessidades da população. Ao garantir que todos os que receberam a dose fracionada em 2018 busquem a dose padrão, o estado reforça sua barreira imunológica contra a febre amarela, prevenindo surtos e salvaguardando vidas. A disponibilidade gratuita da vacina pelo SUS reitera o compromisso do Brasil com a saúde de seus cidadãos, tornando a proteção acessível a todos. A imunização completa não apenas protege o indivíduo, mas contribui significativamente para a erradicação da doença e para a construção de uma comunidade mais saudável e resiliente.

Perguntas frequentes sobre a vacinação contra febre amarela

1. Quem precisa tomar a dose de reforço da vacina contra febre amarela?
As pessoas que residem em São Paulo e que receberam a dose fracionada da vacina contra a febre amarela no ano de 2018 devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber a dose padrão e completar o esquema vacinal.

2. Qual a diferença entre a vacina fracionada e a dose padrão?
A dose fracionada, utilizada excepcionalmente em 2018, corresponde a um quinto da dose padrão e tem validade limitada, estimada em oito anos. A dose padrão, por outro lado, confere imunidade vitalícia contra a doença e é o esquema vacinal de rotina adotado pelo Brasil desde 2017.

3. Onde posso procurar a vacina?
Você pode buscar a dose padrão em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima à sua residência. Além disso, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo tem ampliado a oferta em pontos extras como estações de metrô, trem, terminais de ônibus e centros comerciais desde 12 de janeiro.

4. Quais são os principais sintomas da febre amarela?
Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, pode haver icterícia e hemorragias.

Não deixe de buscar a imunização completa. Consulte a UBS mais próxima ou os pontos de vacinação estendidos e garanta sua proteção e a da sua comunidade contra a febre amarela. Sua saúde é prioridade!

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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