A jornada do esporte brasileiro rumo aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, na Itália, ganha um contorno histórico com a confirmação da maior delegação já enviada pelo país à competição. Um total de 14 atletas representará o Brasil em cinco modalidades, entre os dias 6 e 22 de fevereiro, em uma clara demonstração do crescimento e amadurecimento das disciplinas de gelo e neve no cenário nacional. Esta marca não apenas supera o recorde anterior de 13 competidores em Sochi 2014, mas também eleva as expectativas de uma nação que sonha em conquistar uma medalha inédita na história dos Jogos de Inverno. Nomes como Lucas Pinheiro Braathen (esqui alpino), Nicole Silveira (skeleton) e Pat Burgener (snowboard), que já subiram ao pódio em etapas recentes da Copa do Mundo, são apontados como as grandes esperanças para o Brasil fazer história na neve e no gelo italianos.
A delegação recorde: um marco para o esporte de inverno brasileiro
A presença de 14 atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 representa um divisor de águas para o Brasil no cenário internacional das modalidades de gelo e neve. Superando o contingente de 13 esportistas que participaram em Sochi 2014, este recorde é o resultado de anos de investimento, planejamento e aprimoramento na estrutura dos esportes de inverno no país. A Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) têm trabalhado em conjunto para identificar e desenvolver talentos, muitos deles com raízes brasileiras mas vivendo e treinando em países com maior tradição nessas modalidades.
Emílio Strapasson, chefe de Missão da delegação brasileira, enfatizou a importância deste feito: “Uma delegação recorde representa um marco importante para os esportes de inverno no Brasil. Ela é reflexo direto de mais estrutura, melhor organização e planejamento de longo prazo.” Ele também destacou a posição crescente do Brasil no continente: “Os esportes de inverno são uma parte fundamental do Movimento Olímpico, e o Brasil já se consolida como a terceira força das Américas e a principal da América do Sul nesse cenário.” Essa perspectiva otimista alimenta a ambição de não apenas participar, mas de competir por resultados expressivos, incluindo a tão almejada primeira medalha olímpica de inverno.
Em busca de uma medalha inédita
A esperança de uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina é um tema que permeia a preparação e o espírito da delegação brasileira. Embora o país tenha uma longa história nos Jogos de Verão, o pódio nas competições de neve e gelo permanece como um objetivo a ser alcançado. Com atletas que demonstram alto desempenho em circuitos internacionais, como os pódios recentes de Lucas Pinheiro Braathen, Nicole Silveira e Pat Burgener, a expectativa de quebrar esse jejum se torna mais palpável. A experiência internacional desses atletas, somada ao suporte técnico e logístico, coloca o Brasil em uma posição sem precedentes para sonhar com um lugar entre os melhores do mundo.
Os atletas em destaque: esperanças do brasil no gelo e na neve
A delegação brasileira para Milão-Cortina é um mosaico de experiência, talento e histórias inspiradoras. Cada atleta traz consigo uma jornada única e a paixão por representar o Brasil em um palco global.
Nicole Silveira: a força do skeleton brasileiro
A gaúcha Nicole Silveira, de 31 anos, é a única representante do Brasil no skeleton e chega à Itália com um impressionante histórico recente. Quarta colocada no Mundial da modalidade no ano passado, Nicole demonstrou sua forma ascendente ao conquistar uma medalha de bronze na etapa da Copa do Mundo de skeleton em St. Moritz, Suíça, consolidando-a como uma das principais esperanças brasileiras. Vivendo no Canadá desde os sete anos, sua trajetória no esporte de inverno começou no bobsled, modalidade pela qual chegou a se classificar para os Jogos de PyeongChang 2018 antes de migrar para o skeleton, onde encontrou sua verdadeira vocação. Sua determinação e consistência a colocam em uma posição de destaque para brigar por um resultado histórico.
Edson Bindilatti: o veterano do bobsled em sua sexta participação
Edson Bindilatti, o baiano de 46 anos, é o símbolo de longevidade e dedicação no esporte de inverno brasileiro. Pioneiro na modalidade, ele se prepara para sua sexta participação em Jogos Olímpicos de Inverno, um feito notável que o coloca entre os atletas mais experientes da equipe. Com um currículo que inclui Salt Lake City 2002, Turim 2006, Vancouver 2010, Sochi 2014, PyeongChang 2018 e Pequim 2022, Bindilatti garantiu a vaga do Brasil no trenó 4-man para Cortina-Milão ao alcançar o quarto lugar na Copa América de bobsled, em Lake Placid, Estados Unidos. Sua liderança e conhecimento serão cruciais para o desempenho do trenó, cujos demais integrantes (três atletas e um reserva) serão anunciados em breve.
Lucas Pinheiro Braathen: o talento do esqui alpino com raízes brasileiras
Um dos nomes mais promissores da delegação, Lucas Pinheiro Braathen, chega aos Jogos de Cortina-Milão com um currículo recente invejável. O esquiador, que passou a defender o Brasil em 2024, após anos competindo pela Noruega, sua terra natal, colecionou quatro pódios na atual temporada de Copa do Mundo. Entre eles, destacam-se três pratas – em Wengen e Adelboden (Suíça) e em Alta Badia (Itália) – e um ouro no slalom da etapa de Levi, na Finlândia. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas representa a união de culturas e a chegada de um atleta de elite ao TimeBrasil, gerando grande expectativa para um desempenho surpreendente.
Novos talentos e retornos no esqui alpino e cross-country
Além de Braathen, o esqui alpino contará com Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha. Christian, nascido no Rio de Janeiro e com raízes norueguesas, trouxe sua experiência de competição pela Noruega e pela Universidade de Denver. Giovanni, nascido na Itália com mãe brasileira, também trocou a nacionalidade esportiva, conquistando um 31º lugar no Mundial Júnior de Ski Alpino 2025. Alice Padilha, carioca, marca o retorno das mulheres brasileiras à modalidade após duas edições de ausência, assegurando sua vaga e treinando na Áustria após iniciar sua jornada nos Estados Unidos.
No esqui cross-country, o Brasil será representado por Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva. Eduarda, em sua segunda Olimpíada, é uma das atletas residentes no Brasil com destaque no Circuito Brasileiro de Rollerski. Bruna Moura, por sua vez, superou um acidente automobilístico que a tirou de Pequim 2022, adiando sua estreia olímpica, e agora chega forte após competições na Europa. Manex Silva, acreano que vive na Europa desde a adolescência, foi o primeiro a garantir uma vaga no esqui cross-country masculino, tendo competido em Pequim 2022.
Pat Burgener e Agostinho Teixeira: o brilho do snowboard halfpipe
O snowboard halfpipe também apresenta grandes esperanças de pódio com Pat Burgener e Agostinho Teixeira. Pat Burgener, snowboarder suíço-brasileiro, fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a avançar para a final na etapa de abertura da Copa do Mundo de Snowboard Halfpipe na China, e posteriormente conquistou um bronze inédito para o Brasil em Calgary, Canadá. Sua decisão de representar o Brasil, motivada pela história de sua mãe libanesa refugiada no país, adiciona uma camada emocional à sua já impressionante carreira, que marca sua terceira Olimpíada, a primeira sob a bandeira brasileira. Augustinho Teixeira, nascido em Ushuaia, Argentina, também tem somado resultados expressivos, incluindo o título da European Cup e um 18º lugar no Mundial de Snowboard Halfpipe.
Um futuro promissor para o esporte de inverno nacional
A formação da maior delegação brasileira na história dos Jogos Olímpicos de Inverno para Milão-Cortina 2026 é mais do que um número; é um testamento do amadurecimento e da visão de futuro do esporte de inverno no Brasil. Este marco reflete um esforço conjunto de federações, atletas e patrocinadores para expandir a presença brasileira em modalidades que, até pouco tempo, eram consideradas nichos distantes da realidade nacional. O investimento em estrutura, o fomento à base e a atração de talentos com dupla nacionalidade são pilares que sustentam essa evolução.
Os resultados recentes de atletas como Lucas Pinheiro Braathen, Nicole Silveira e Pat Burgener em etapas da Copa do Mundo demonstram que o Brasil não está apenas participando, mas se posicionando como um competidor sério. A busca pela primeira medalha olímpica de inverno é um sonho compartilhado por toda a nação, e a delegação que segue para a Itália carrega essa esperança com uma força e determinação inéditas. Milão-Cortina 2026 promete ser um capítulo emocionante na história do esporte brasileiro, consolidando o país como uma força emergente no gelo e na neve, com um futuro promissor pela frente.
Perguntas frequentes
Qual o número de atletas brasileiros que irão para os jogos de Milão-Cortina?
O Brasil enviará um total de 14 atletas para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, representando a maior delegação da história do país na competição.
Em quais modalidades o Brasil participará em Milão-Cortina?
A delegação brasileira competirá em cinco modalidades: Esqui Alpino, Esqui Cross-Country, Snowboard Halfpipe, Skeleton e Bobsled.
Qual o objetivo principal da delegação brasileira nos Jogos de Inverno de 2026?
O principal objetivo da delegação é buscar a primeira medalha olímpica de inverno na história do Brasil e consolidar o crescimento e a visibilidade dos esportes de neve e gelo no país.
Quais são os atletas brasileiros com maior destaque e expectativas de pódio?
Lucas Pinheiro Braathen (esqui alpino), Nicole Silveira (skeleton) e Pat Burgener (snowboard halfpipe) são os atletas que chegam aos Jogos com pódios recentes em Copas do Mundo e são considerados as maiores esperanças de medalha para o Brasil.
Acompanhe de perto a jornada do TimeBrasil nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina e torça por um capítulo histórico para o esporte nacional!
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