Um paramotor atingiu a rede elétrica no último sábado, 17 de fevereiro, durante uma tentativa de pouso no bairro Jardim Aeroporto, em Ilha Solteira, interior de São Paulo. O incidente, que envolveu um equipamento de aviação esportiva, gerou grande apreensão entre os moradores e as autoridades locais. Apesar da gravidade da colisão, o piloto não sofreu ferimentos, conseguindo sair ileso do equipamento após o impacto. A rápida intervenção da Guarda Civil Municipal (GCM) foi crucial para isolar a área, garantindo a segurança de pedestres e motoristas, enquanto as providências para a remoção do paramotor da rede elétrica são aguardadas, destacando a complexidade e os riscos envolvidos nesse tipo de operação.
O incidente e a resposta imediata
O episódio teve início no fim da tarde de sábado, quando o piloto sobrevoava a região do Jardim Aeroporto, um bairro residencial de Ilha Solteira. Conforme relatos da Guarda Civil Municipal (GCM), o homem teria percebido uma perda súbita de altitude, o que o obrigou a realizar uma manobra de emergência para tentar um pouso forçado. Durante essa tentativa, o paramotor colidiu violentamente com a fiação elétrica de alta tensão, localizada às margens da Avenida Atlântica, nas proximidades do cruzamento com a Rua 41.
O impacto resultou em danos significativos ao equipamento. A vela do paramotor, que é a parte responsável pela sustentação, ficou completamente presa nos fios de energia. Simultaneamente, a estrutura que abriga o motor e o assento do piloto foi arremessada e ficou retida entre árvores adjacentes à rede elétrica. Por um golpe de sorte e, possivelmente, pela rápida reação do piloto, ele conseguiu se desvencilhar do equipamento logo após a colisão, emergindo sem qualquer tipo de lesão física aparente. A agilidade em sair do aparelho foi fundamental para evitar maiores complicações, especialmente considerando o risco de choque elétrico.
Riscos e procedimentos de segurança
Diante da cena e da iminente ameaça que a situação representava, a Guarda Civil Municipal foi acionada e prontamente compareceu ao local do acidente. A primeira e mais urgente medida foi o isolamento da área. Com o paramotor preso na rede elétrica, havia um risco considerável de eletrocussão para qualquer pessoa que se aproximasse, além do perigo de queda de fios ou partes do equipamento sobre a via pública. O isolamento, feito com cones e fitas de segurança, impediu o tráfego de pedestres e veículos nas imediações, minimizando os perigos potenciais.
A remoção do paramotor da rede elétrica não é uma tarefa simples e requer expertise especializada. Devido ao alto risco envolvendo a energia elétrica, o trabalho não pôde ser realizado por equipes da GCM ou do Corpo de Bombeiros sem a intervenção de profissionais da concessionária de energia responsável pela rede na região. A empresa foi acionada e é a única com capacidade técnica e protocolos de segurança para desenergizar a área e proceder com a retirada do equipamento de forma segura, tanto para os trabalhadores quanto para a população. A espera pela equipe especializada ressalta a importância de seguir os procedimentos de segurança em situações de alto risco envolvendo infraestrutura elétrica.
A aviação esportiva e a recuperação do equipamento
O paramotor é uma modalidade de aviação esportiva que combina um parapente (vela) com um motor acoplado às costas do piloto, que proporciona propulsão. É conhecido pela relativa facilidade de operação e pela capacidade de decolar e pousar em espaços pequenos, tornando-o popular entre entusiastas que buscam a liberdade de voar a baixas altitudes. No entanto, como qualquer atividade aérea, o paramotor envolve riscos inerentes, incluindo falhas mecânicas, condições climáticas adversas e erros humanos. A segurança é uma preocupação primordial, e os pilotos são instruídos a seguir rigorosos procedimentos de voo e manutenção.
No caso do incidente em Ilha Solteira, a perda de altitude durante o voo é um alerta para a necessidade de investigações mais aprofundadas sobre a causa raiz do problema. Embora o piloto tenha saído ileso, o fato de um paramotor atingir a rede elétrica sublinha a importância da vigilância constante e da preparação para emergências. Incidentes como este reforçam a relevância da manutenção preventiva e da avaliação criteriosa das condições antes de cada voo. A experiência do piloto e a rápida reação podem ter sido fatores determinantes para o desfecho sem vítimas, transformando o potencial desastre em um incidente material.
Ação da concessionária e investigação
A retirada do paramotor exigirá uma operação coordenada entre a concessionária de energia e as autoridades locais. Primeiramente, será necessário desenergizar o trecho da rede elétrica onde o equipamento está preso, uma medida essencial para garantir a segurança dos técnicos que atuarão no local. Em seguida, equipes especializadas utilizarão equipamentos apropriados, como cestos aéreos e guinchos, para remover cuidadosamente a vela e a estrutura do motor. Este processo pode levar algumas horas e possivelmente impactar o fornecimento de energia para parte da população local, dependendo da abrangência do desligamento necessário.
Paralelamente à recuperação do equipamento, é provável que haja uma investigação sobre as causas do acidente. Embora não haja menção explícita no momento, órgãos responsáveis pela segurança da aviação, como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), podem ser acionados para analisar os fatores que levaram à perda de altitude e à colisão. A análise de eventuais falhas mecânicas, condições climáticas no momento do voo e o histórico de manutenção do equipamento serão cruciais para evitar futuros incidentes e aprimorar as práticas de segurança na aviação esportiva. A cooperação entre o piloto, as autoridades e a concessionária é vital para a rápida resolução da situação e a elucidação dos fatos.
Conclusão
O incidente em Ilha Solteira, onde um paramotor atingiu a rede elétrica durante uma tentativa de pouso de emergência, felizmente não resultou em ferimentos para o piloto. A rápida ação da Guarda Civil Municipal ao isolar a área foi fundamental para garantir a segurança pública, prevenindo riscos adicionais a pedestres e motoristas. A situação agora aguarda a intervenção da concessionária de energia, que é a única entidade capacitada para realizar a remoção segura do equipamento da fiação de alta tensão. Este evento serve como um lembrete vívido dos riscos inerentes à aviação esportiva e da importância crucial dos protocolos de segurança, manutenção rigorosa e pronta resposta em emergências.
Perguntas frequentes
O que é um paramotor?
Um paramotor é uma aeronave leve que consiste em um parapente (vela) e um motor propulsor acoplado às costas do piloto. Ele permite que o piloto decole e pouse em locais pequenos, sendo popular para voos de lazer e aviação esportiva.
O piloto do paramotor se feriu no incidente?
Não, o piloto conseguiu sair ileso do equipamento após a colisão com a rede elétrica e não sofreu nenhum ferimento.
Quem será responsável pela remoção do paramotor da rede elétrica?
A remoção do paramotor será realizada pela concessionária de energia elétrica da região, devido aos riscos envolvidos na manipulação de fiação de alta tensão. A operação exige desenergização da área e uso de equipamentos especializados.
Haverá alguma investigação sobre as causas do acidente?
É provável que uma investigação seja conduzida para determinar as causas da perda de altitude e da colisão, embora não tenhamos informações detalhadas sobre qual órgão específico será responsável neste momento. Geralmente, incidentes aeronáuticos são analisados para evitar ocorrências futuras.
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Fonte: https://g1.globo.com
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