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Polícia prende suspeito por morte de PM Fabrício Santana em Embu-Guaçu

ALESP

A investigação sobre a trágica morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, avança com a prisão de mais um suspeito na última sexta-feira, 16 de fevereiro. O caso, que chocou a Grande São Paulo, teve início em 7 de janeiro, quando o PM desapareceu, culminando na descoberta de seu corpo em uma área de mata em Embu-Guaçu no domingo seguinte, 11 de fevereiro. O exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmou, por meio de impressões digitais, que o corpo era, de fato, de Fabrício Santana, encerrando dias de angústia para sua família. A morte de PM Fabrício Santana é agora o foco de uma apuração minuciosa que já resultou na prisão temporária de diversos indivíduos. As autoridades buscam identificar e responsabilizar todos os envolvidos nesse crime brutal, que, segundo a polícia, está ligado a uma discussão com um traficante e a ordens do crime organizado.

Avanços na investigação e a prisão de Leandro Sotero Becker

A Polícia Civil, em um esforço contínuo para desvendar os detalhes do crime, efetuou a prisão temporária de Leandro Sotero Becker. As evidências coletadas até o momento apontam para um envolvimento direto de Becker nos momentos cruciais que se seguiram à morte do policial militar. A prisão de Leandro representa um passo significativo na complexa teia de eventos que levaram ao trágico desfecho do caso.

O papel de Leandro Sotero Becker e a ocultação do corpo

De acordo com as investigações policiais, Leandro Sotero Becker teria participado de uma reunião em um bar, onde o destino do corpo do Cabo Fabrício Santana foi discutido e decidido. Após essa reunião, as apurações indicam que Becker teria acompanhado o grupo até a área remota em Embu-Guaçu, onde o corpo do PM foi deixado. Mais do que apenas acompanhar, ele é suspeito de ter auxiliado ativamente na ocultação do corpo, contribuindo para que fosse enterrado na mata. A participação de Leandro Sotero Becker, se confirmada, o coloca como uma peça importante na trama, não apenas no assassinato, mas também na tentativa de encobrir o crime. A polícia segue reunindo provas para solidificar as acusações contra ele e os demais suspeitos já detidos.

O trágico desfecho: detalhes da morte e motivação

A confirmação da identidade do corpo do PM Fabrício Santana pelo IML trouxe à tona detalhes macabros sobre as circunstâncias de sua morte. O laudo preliminar revelou que o policial sofreu traumatismo cranioencefálico e apresentava sinais de tortura, indicando a brutalidade do crime. A motivação, segundo a polícia, parece estar diretamente ligada a um desentendimento com membros do crime organizado.

A discussão fatal e o comando do crime organizado

A investigação detalha que Fabrício Santana foi visto pela última vez na madrugada de 7 de janeiro, próximo à favela Horizonte Azul, na Zona Sul de São Paulo. Ele havia passado a noite em um bar dentro da comunidade, onde teria se desentendido com um traficante. Durante a discussão, o Cabo Fabrício teria revelado sua identidade como policial. Essa revelação, em uma área dominada pelo tráfico de drogas, teria selado seu destino. O homem com quem Fabrício discutiu teria saído do local para avisar chefes do tráfico sobre a presença de um PM na favela.

Fabrício Santana deixou o bar logo em seguida, mas os traficantes teriam abordado o homem que o acompanhava, ordenando que levasse o policial de volta à comunidade. Esse indivíduo, posteriormente, afirmou à polícia ter cumprido a ordem do crime organizado, submetendo o PM à sua captura. Os suspeitos teriam informado a Fabrício que ele seria morto por ser policial e por estar em uma área de domínio do tráfico. Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro do PM circulando pela região no dia seguinte ao desaparecimento, seguido por um veículo preto. O dono desse segundo carro foi identificado, e em sua residência, galões com cheiro de gasolina foram encontrados no porta-malas. Em depoimento, o suspeito admitiu ter acompanhado outro homem que dirigia o carro do PM em direção a uma mata, com o objetivo de incendiá-lo. O veículo de Fabrício foi encontrado queimado na quinta-feira, 11 de janeiro, em Itapecerica da Serra. Dos três suspeitos iniciais, um é o homem que discutiu com Fabrício, outro aparece nas imagens seguindo o carro do policial, e o terceiro é um conhecido da vítima. Acredita-se que a ordem para torturar e matar o PM tenha partido do crime organizado.

O reconhecimento da vítima e as evidências forenses

A identificação do corpo de Fabrício Gomes de Santana foi um momento crucial na investigação. Policiais e cães farejadores chegaram ao local onde o corpo foi encontrado em Embu-Guaçu a partir de uma denúncia anônima. Mais de 80 agentes, com o apoio de cães especializados, participaram das buscas intensas que culminaram na descoberta. O reconhecimento oficial foi possível graças ao exame de impressões digitais realizado pelo Instituto Médico Legal. As evidências forenses do traumatismo cranioencefálico e dos sinais de tortura reforçam a natureza brutal do homicídio. Fabrício estava de férias e tinha ido visitar o pai e o filho, que moram perto da Estrada do M’Boi Mirim. Ele tinha casamento civil marcado para apenas dois dias depois da data em que seu corpo foi encontrado, um detalhe que aumenta ainda mais a tragédia de sua perda.

A busca por justiça e próximos passos

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) lamentou profundamente a morte do Cabo Fabrício Santana e reiterou o compromisso das forças policiais em identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime. Até o momento, quatro suspeitos se encontram presos temporariamente, incluindo Leandro Sotero Becker e o caseiro do sítio onde o corpo foi localizado. A polícia segue com as investigações intensas, coletando depoimentos, analisando provas e buscando a elucidação completa dos fatos. A meta é garantir que todos os que participaram direta ou indiretamente nesse ato de violência sejam levados à justiça. O caso do PM Fabrício Santana permanece em aberto, e as autoridades prometem não medir esforços para trazer clareza e punição aos culpados.

Perguntas frequentes sobre a morte do PM Fabrício Santana

Quem era o PM Fabrício Santana?
Fabrício Gomes de Santana era um policial militar de 40 anos. Ele desapareceu em 7 de janeiro de 2024 e seu corpo foi encontrado em 11 de janeiro em Embu-Guaçu. Fabrício estava de férias e visitava seu pai e filho na Grande São Paulo, com casamento civil marcado para poucos dias após seu desaparecimento.

Qual foi a causa da morte e a motivação do crime?
O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou traumatismo cranioencefálico e sinais de tortura. A motivação do crime, segundo a polícia, está ligada a uma discussão que Fabrício teve com um traficante em uma comunidade na Zona Sul de São Paulo, onde ele teria revelado ser policial em uma área dominada pelo crime organizado.

Quantos suspeitos foram presos até agora?
Até o momento, quatro suspeitos foram presos temporariamente por envolvimento na morte de Fabrício Santana. Entre eles estão Leandro Sotero Becker, suspeito de auxiliar na ocultação do corpo, e o caseiro do sítio onde o corpo foi localizado.

Como o corpo do PM foi encontrado?
O corpo do Cabo Fabrício Santana foi encontrado em uma área de mata em Embu-Guaçu após uma denúncia anônima. Policiais e cães farejadores foram mobilizados em uma extensa operação de busca, que contou com mais de 80 agentes.

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Fonte: https://g1.globo.com

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