O Sistema Único de Saúde (SUS) está prestes a otimizar em 30% o aproveitamento do plasma sanguíneo, componente líquido vital do sangue, através da aquisição de mais de 600 equipamentos de última geração. A distribuição dos novos equipamentos já começou e a instalação está prevista para ser finalizada até o primeiro trimestre do próximo ano.
O plasma desempenha um papel crucial na produção de medicamentos indispensáveis para o tratamento de pacientes que sofrem de hemofilia, doenças imunológicas e outras condições de saúde complexas, além de ser essencial em procedimentos cirúrgicos de grande porte.
O anúncio foi feito na última semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma visita ao Hemorio, no Rio de Janeiro. O ministro enfatizou que a iniciativa resultará em uma economia anual de R$ 260 milhões, graças à diminuição da dependência de importação de medicamentos.
Para impulsionar essa produção, foi realizado um investimento de R$ 116 milhões provenientes do Novo PAC Saúde. O Ministério da Saúde estima que a medida beneficiará 125 serviços de hemoterapia distribuídos em 22 estados do país.
Conforme informações do governo, a ampliação da oferta permitirá que a nova fábrica da Hemobrás, que foi inaugurada este ano, opere com sua capacidade máxima, produzindo medicamentos estratégicos para o SUS e processando até 500 mil litros de plasma anualmente.
O Ministério da Saúde ressaltou ainda que a disponibilidade de plasma pelas unidades da rede pública teve um aumento significativo de 288% nos últimos três anos. Os estoques saltaram de pouco mais de 62 mil litros para 242 mil litros. Atualmente, a Hemobrás se destaca como a maior fábrica de hemoderivados da América Latina.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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