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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Fim da Violência Contra a Mulher: Governo Lança Campanha Abrangente por Conectividade, Segurança e Vida

O governo federal deu início à campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, uma iniciativa robusta que se estenderá de 20 de novembro a 10 de dezembro. Com o inspirador tema “Conectadas, Seguras e Vivas”, a mobilização nacional visa intensificar o combate a todas as formas de violência de gênero. O anúncio foi feito pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que, durante participação no programa Bom Dia, Ministra, detalhou uma série de ações integradas focadas em estimular a autonomia econômica feminina e o enfrentamento direto ao racismo e ao feminicídio. A campanha busca engajar a sociedade em diversas esferas, reforçando a responsabilidade coletiva na construção de um ambiente seguro e equitativo para todas as mulheres.

Novas Iniciativas para Acolhimento e Segurança Feminina

Durante o período de ativismo, o Ministério das Mulheres oficializará um conjunto de medidas estratégicas voltadas para a proteção e o acolhimento feminino em todo o território nacional e nas fronteiras. Entre as ações previstas, destaca-se a publicação da portaria que formaliza o <b>Protocolo "Não É Não"</b>. Essa iniciativa visa capacitar equipes em bares, restaurantes e estabelecimentos de entretenimento para acolher e orientar mulheres que sejam vítimas de importunação, garantindo um ambiente mais seguro para o lazer e a socialização.

Outro marco importante será a inauguração da <b>Primeira Casa da Mulher Brasileira de Fronteira</b>, prevista para até o final do ano em Foz do Iguaçu (PR). A unidade terá um papel crucial na articulação com órgãos de países vizinhos, buscando construir um pacto regional no Mercosul para o enfrentamento ao feminicídio transfronteiriço. Adicionalmente, será lançado um projeto de cooperação técnica (Pro-doc) em parceria com a Unesco, intitulado <b>Espaços Digitais Livres de Violência</b>, com o objetivo de combater a violência online. A campanha culminará no Dia M, uma mobilização nacional que unirá estados e municípios, e no lançamento do livro “Quando o Estado Escuta”, reforçando a importância da escuta ativa e da resposta estatal às demandas das mulheres.

Empoderamento Econômico e Autonomia como Pilares da Proteção

Além do combate direto às manifestações de violência, a ministra Márcia Lopes enfatizou a articulação entre renda, trabalho e educação como um pilar fundamental para a proteção e emancipação feminina. O ministério atua em parceria com outras pastas do governo, impulsionando iniciativas como o Programa Acredita e o Mulheres Mil. Essas ações buscam não apenas gerar oportunidades, mas também estimular gestões locais a desenvolverem diagnósticos estruturados que identifiquem e promovam a autonomia econômica das mulheres em suas comunidades, reconhecendo que a independência financeira é um fator determinante na prevenção da violência.

Vozes Femininas Fortalecidas na Política Nacional

No campo da representatividade política, Márcia Lopes celebrou o notável avanço da presença feminina no Congresso Nacional, especialmente após as Eleições 2026. A bancada federal testemunhou um crescimento significativo, passando de 91 para 109 mulheres eleitas entre Câmara e Senado. A ministra destacou a importância dessa conquista, ressaltando a chegada de novas vozes: “Elegemos mulheres negras e jovens que vão dar muito trabalho para os machistas, para os misóginos, para os conservadores que infelizmente ainda temos”. Essa maior representatividade é vista como um catalisador para a pauta dos direitos das mulheres, promovendo discussões mais aprofundadas e buscando soluções legislativas para as desigualdades de gênero.

A campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” materializa um esforço governamental abrangente, que reconhece a complexidade do problema e a necessidade de múltiplas frentes de atuação. Desde a proteção em espaços físicos e digitais até o fortalecimento da autonomia econômica e da representatividade política, a iniciativa busca engajar estados, municípios e a sociedade civil. O objetivo primordial é consolidar um pacto nacional que garanta a cada mulher o direito fundamental de ser conectada, segura e, acima de tudo, viva, reafirmando o compromisso com uma sociedade mais justa e igualitária.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br