Wagão, o técnico-locomotiva do Brasil Sub-23

O fato de o Brasil ter sido campeão de vôlei feminino nos Jogos Pan-Americanos (Júnior) de Cáli (Colômbia) no último dia 5 de dezembro sob o comando de Wagner Coppini pode ter causado surpresa a algumas pessoas, mas não a José Roberto Guimarães, técnico do Barueri Volleyball Club. No time da cidade, Wagner é auxiliar-técnico.

“Trabalhamos juntos há vários anos, conheço o seu potencial e já sabia que ele faria um excelente trabalho”, afirma ele. Ao contrário da equipe masculina, que compareceu à competição com o técnico principal (Renan Dal Zotto), José Roberto Guimarães pôde mandar seu assistente-técnico para comandar a seleção.

“Eu tinha que continuar comandando o Barueri aqui na Superliga Feminina. O Wagão já conhece as jogadoras. Era o cara certo para comandar o time”, continua. Em caso de não classificação do Brasil, haveria risco de severas críticas a José Roberto Guimarães? “Nem me preocupei com isto”, arremata o técnico.

Influências

Por ser assistente de José Roberto, estaria Wagão sujeito à convocação, à escalação das atletas e a um plano de jogo que o único tricampeão olímpico brasileiro determina? “Não, aprendo diariamente com ele, mas o José Roberto me respeita como profissional e não interfere nas minhas determinações”, afirma Coppini.

Um pouco de Wagão

Wagner Luiz Coppini Fernandes nasceu em São Paulo há 63 anos. Foi jogador do Banespa e da Pirelli nas posições de ponteiro e central. “Hoje seria no máximo levantador”, brinca. Serviu a seleção brasileira na época dos técnicos Bebeto de Freitas e José Carlos Brunoro.

Já foi campeão diversas vezes como técnico pelo E.C. Pinheiros em várias categorias e integra a comissão técnica da seleção brasileira desde 2013. Sua maior conquista até o momento é o Campeonato Mundial Sub-23 na Turquia em 2015. O Brasil bateu as donas da casa por 3 sets a 1 (25×21, 21×25, 25×19 e 25×22).

A campanha em Cali:

01/12 – Brasil 3 x 1 Porto Rico (25×22, 25×21, 20×25 e 25×15);

02/12 – Brasil 3x 2 Peru (23×25, 25×16, 14×25, 25×12 e 15×13);

03/12 – Brasil 3 x 1 República Dominicana (25×17, 24×26, 25×22 e 25×9);

04/12 – Semifinal – Brasil 3 x 1 Argentina (21×25, 25×17, 25×22 e 25×20);

05/12 – Final – Brasil 3 x 2 Peru (25×23, 25×19, 23×25, 21×25 e 15×8).

 

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