Romero Jucá e Sérgio Machado se tornam réus na Lava Jato

O juiz Luiz Antonio Bonat, de Curitiba, tornou réus, na Lava Jato, os ex-senadores Romero Jucá e Sérgio Machado.

Romero Jucá, presidente do MDB, virou réu pela primeira vez na Justiça do Paraná, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público Federal, Jucá recebeu R$ 1 milhão de propina da Galvão Engenharia, em 2010, quando ainda era senador. Dinheiro que teria sido pago como doação legal de campanha.

Os procuradores anexaram ao processo o comprovante da transferência bancária e afirmaram que o pagamento está ligado a contratos entre a empreiteira e a Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Na decisão de junho, o juiz Luiz Antonio Bonat considerou que não há descrição de delitos eleitorais ou de fatos que justifiquem a transferência do caso para a Justiça Eleitoral e que a denúncia descreve acertos relacionados à negociação da função pública e ao repasse dissimulado de propinas.

A Lava Jato afirma que o MDB dava sustentação política ao então presidente da Transpetro e ex-senador Sérgio Machado. E que, em troca, Machado garantia a continuidade dos contratos com a Galvão Engenharia.

Sérgio Machado, que fez acordo de delação premiada, também virou réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

O que dizem os citados:

A defesa de Sérgio Machado afirma que o recebimento da acusação era um ato esperado e que confirma a qualidade de sua colaboração processual.

A defesa de Romero Jucá afirmou que a delação de Sérgio Machado já foi questionada, que a denúncia foi oferecida e acolhida sem que se ouvisse o ex-senador e que, se ele tivesse se manifestado, o processo estaria na Justiça Eleitoral.

O diretório do MDB em Roraima afirmou que não irá se manifestar.

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/07/18/romero-juca-e-sergio-machado-se-tornam-reus-na-lava-jato.ghtml

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