Projeto facilita coleta e reciclagem de vidro e gera empregos em São Paulo

Uma iniciativa em São Paulo está deixando a reciclagem de vidro mais atrativa e gerando empregos.

O vidro é 100% reciclável. Nada dele se perde – ou nada deveria se perder. Mas tá cheio de vidro jogado por aí: nos aterros sanitários, junto com lixo comum ou nas ruas. E pros catadores, ele não interessa.

Papelão é um material que gira no mercado de reciclagem. Os catadores vendem. Metal, plástico são recicláveis. Agora, vidro acaba sendo um problema.

“É ruim porque pode quebrar, tem que ter um cuidado para não se cortar. Fora que é muito difícil até para repassar. É muito volume para pouco dinheiro”, diz a catadora Erismaura Pereira dos Santos.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, os catadores recebem, em média, R$ 0,18 pelo quilo do vidro. Já um quilo de papelão rende R$ 0,58. De garrafas pet, R$ 2,80. E um quilo de latinhas de alumínio vale, em média, R$ 5,30.

O professor de economia ambiental Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente, diz que transportar o vidro até as poucas indústrias que fazem a reciclagem, normalmente, não compensa.

“Não se pode transportar o vidro para mais de 400 quilômetros, por exemplo, porque isso se torna economicamente inviável. O custo de transporte se sobrepõe ao valor do material.”

Mas reciclar tem vantagens.

“A reciclagem do vidro, o aproveitamento do caco de vidro faz com que nós tenhamos economia de energia, tenhamos economia de água, tenhamos redução das emissões poluentes”, completou Calderoni.

Uma das maiores indústrias de bebidas do Brasil fabrica as próprias garrafas, mas só metade delas a partir de vidro reciclado. Para reciclar mais, fez parceria com uma startup.

A pequena empresa desenvolveu um projeto. Montou postos em alguns bairros e mapeou os bares e lanchonetes da vizinhança que mais descartam vidro. Catadores vão de bicicleta direto para esses locais. Eles pesam e colocam, no aplicativo de celular, quanto recolheram em cada lugar. Quando o contêiner fica cheio, um caminhão da indústria vai buscar.

“A gente desenvolve uma operação muito enxuta, com um custo realmente baixo para trazer o máximo de materiais possíveis de volta e entregar diretamente na usina que vai fazer a reciclagem”, explica Rodrigo Oliveira, fundador da startup Green Mining.

Os catadores são contratados com carteira assinada e recebem um salário mínimo por mês.

“Eu estou abraçando isso com muito louvor, graças a deus, melhorando o meio ambiente”, afirma o coletor Carlos Roberto Souza.

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/07/12/projeto-facilita-coleta-e-reciclagem-de-vidro-e-gera-empregos-em-sao-paulo.ghtml

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