Prematuro que já passou por 5 internações se recupera da Covid-19 no Ceará

O pequeno Bernardo, de 1 ano e 4 meses de vida, faz jus ao significado de seu nome: “forte como um urso”. É o que garante a mãe do menino, a dona de casa Luana Furtado, 32. Após quatro reinternações por questões cardiorespiratórias, o pequeno, que nasceu prematuro de 27 semanas, precisou superar mais um desafio: o diagnóstico positivo para a Covid-19. No dia 30 de abril, ele foi internado, mais uma vez, na Clínica Pediátrica do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, onde passou 13 dias, 5 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Mas no dia 12 de maio, Bernardo recuperou-se e teve alta hospitalar.

Ceará chegou neste sábado (16) a 23.795 registros de Covid-19 e 1.614 mortes, segundo a mais recente atualização da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde, às 17h30 deste sábado (16).

“Isso nunca passou pela minha cabeça. Os sintomas que ele tava apresentando eram semelhantes aos problemas que já tem por ser prematuro”, conta Luana. “Levei a um médico, em Ipu, e ele disse que a respiração estava boa. É uma característica de quem está com a Covid, a ausculta pulmonar não altera muito”, afirma a mãe de Bernardo.

Mesmo com sintomas leves – cansaço e moleza no corpo, Bernardo foi encaminhado ao HRN e fez o teste para saber se estava com a Covid-19, suspeita que se confirmou. “Fez o teste e no dia seguinte ficou internado. Já começaram o tratamento com antibióticos”, lembra a mãe. “Quando recebi a notícia tomei um susto, mas também agradeci porque os sintomas eram leves e ele reagiu muito bem e rápido. O Bernardo é muito forte”.

“Eu vivo de quarentena por ele”

Família não acompanhou o pequeno Bernardo enquanto ele estava internado com coronavírus — Foto: Arquivo Pessoal

Por conta do histórico de problemas respiratórios ocasionados pela prematuridade, Bernardo chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital cearense, onde permaneceu durante cinco dias. Para a mãe, que nas outras quatro internações esteve fisicamente ao lado do filho, não poder fazer o mesmo por conta do risco de contágio foi difícil. “Desde que ele nasceu, eu nunca fiquei distante. Eu vivo de quarentena por dele. O cuidado tem que ser redobrado”, conta.

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.Os campos obrigatórios são marcados *

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: