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Prefeitura de SP instala grades na Praça Princesa Isabel após Cracolândia ter migrado há um mês para o local

A Prefeitura de São Paulo instalou nesta segunda-feira (18) grades em áreas da Praça Princesa Isabel, no Centro da capital. O objetivo, segundo a gestão municipal, é realizar um trabalho de revitalização do espaço, após a Cracolândia ter migrado há um mês para o local.

Com as grades, os usuários de drogas ficam concentrados na metade da praça. Desde o início do mês, ações de remoção de barracas e limpeza já estavam sendo realizadas. A reforma com recuperação de jardins, poda de árvores e colocação de bancos na praça começou em março, segundo o subprefeito da Sé, Marcelo Salles.

“Já estamos revolvendo a terra para poder colocar compostos orgânicos, colocar bancos novamente, gramar, realmente para que ela tenha o aspecto de praça pública”, afirma Salles.

Grades instaladas pela Prefeitura de São Paulo na Praça Princesa Isabel, no Centro de São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo

A metade da praça que está sendo reformada é a que fica mais próxima ao futuro endereço do Hospital Pérola Byington, que o governo do estado deve inaugurar ainda neste ano.

Os comerciantes que têm estabelecimentos no entorno da Princesa Isabel não sabem se vão conseguir manter as portas abertas desde que o chamado “fluxo” de dependentes químicos e traficantes mudou para o local.

“Caiu 100% o movimento. Não tem nada, não entra uma alma viva dentro da loja. Já fechou um monte de loja e vai fechar muito mais”, diz um comerciante que não quis ser identificado.

Em nota, a prefeitura informou que desde fevereiro recolheu da Praça Princesa Isabel móveis, madeiras, colchões e todo tipo de lixo, que caracterizam permanência no espaço público. Disse também que, nesse período, assistentes sociais fizeram mais de duas mil abordagens.

A Secretaria de Segurança Pública do estado informou também em nota que atua com patrulhamento preventivo e ostensivo na região central, e que ao longo dos últimos trinta dias ao menos seis traficantes de drogas foram presos.

Migração do fluxo

Prefeitura de São Paulo remove barracas na praça Princesa Isabel, atual Cracolândia.  — Foto: Isaac Fontana/Estadão Conteúdo

mudança de endereço da Cracolândia da Rua Helvétia para a praça Princesa Isabel, em março, foi ordenada por criminosos, segundo relataram usuários de drogas.

A informação foi confirmada oficialmente pelo delegado da Polícia Civil Roberto Monteiro e por fontes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

“Nós tivemos uma notícia de que o fluxo, por ordem de uma facção criminosa, um líder, se mudou para outros locais, não só para a Praça Princesa Isabel, onde nós já temos um trabalho sendo realizado de inteligência ali naquele local, como também para outros pontos, como já estava ocorrendo diante da nossa repressão ao tráfico de drogas”, afirmou o delegado na ocasião.

No dia 21 de março, o SP2 mostrou que os usuários de drogas se espalharam por outras ruas do Centro. A Prefeitura da capital creditou a mudança como resultado de ações conjuntas entre o município e o estado para urbanização da área.

A venda e o consumo de drogas, no entanto, continua constante e à luz do dia na região da Luz, e concentrada na Praça Princesa Isabel. Com uma câmera escondida, a TV Globo filmou bancas improvisadas vendendo crack. Na região também há muito lixo espalhado.

Mapa cracolândia  — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro

Cracolândia é desafio há décadas

Essa não é a primeira vez que a Cracolândia se muda para a Praça Princesa Isabel. Em 2017, depois de uma operação policial com mais de 900 agentes, os usuários que ficavam na rua Helvétia se espalharam pelo Centro, concentrando-se na praça Princesa Isabel durante um mês.

O então prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), chegou a dizer que a Cracolândia havia acabado em São Paulo. Mas, depois da operação, os dependentes químicos voltaram para o mesmo lugar.

A Cracolândia é um desafio para São Paulo há cerca de 30 anos. Especialistas apontam que a solução passa por medidas efetivas e permanentes nas áreas de saúde, assistência social e segurança pública.

Fonte: G1

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