Patrimônio ambiental decretado pela Assembleia, mico-leão-preto se reproduz em cativeiro em SP

Considerado patrimônio ambiental do Estado por meio do Decreto 60.519/2014, da Assembleia Legislativa de São Paulo, os micos-leões-pretos já foram considerados extintos na natureza. Porém, desde o final do século passado eles entraram para o grupo de animais ameaçados de extinção.

Uma das razões é que a população dessa espécie tem conseguido se reproduzir em cativeiro. Neste ano, em fevereiro, dois filhotes nasceram no Zoológico de São Paulo. No próximo sábado, dia 5 de junho -data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente-, o parque anuncia os nomes escolhidos para o casal de recém-nascidos.

O decreto do Parlamento paulista também criou, inclusive, a Comissão Permanente de Proteção dos Primatas Paulistas -Pró-Primatas Paulistas. O objetivo é evitar o desaparecimento das espécies primatas, combatendo o desmatamento e ressaltando a importância dos animais na literatura, na ciência, na cultura e no imaginário da população, com o compromisso do Estado de São Paulo em fazer cumprir a diversidade biológica.

O mico-leão-preto é uma das espécies de primatas mais raras e ameaçadas do mundo. A espécie é endêmica, ou seja, ocorre apenas na porção oeste e sul do Estado de São Paulo, nos remanescentes de Mata Atlântica e de matas ciliares. A preservação dessas unidades florestais é fundamental para a sobrevivência desses animais no seu ambiente.

A bióloga Marlina Abonizio afirmou que é necessário ter uma maior valorização das espécies no Brasil. Ela defende a criação de um programa bem elaborado de educação ambiental, “para ampliar os conhecimentos da importância desses primatas, bem como para trazer maior sensibilidade das pessoas sobre o assunto”. “Além disso, poderia ocorrer a promoção de novas alternativas de desenvolvimento sustentável que valorizassem a natureza e a geração de renda para as comunidades locais”, disse.

Características

Os micos-leões-pretos são ótimos dispersores de sementes, auxiliando na manutenção das florestas locais onde vivem. Também participam no equilíbrio da teia alimentar local, pois além de frutos, se alimentam de invertebrados e pequenos vertebrados, como lagartixas, aves e pererecas, e tem como predadores naturais algumas aves de rapina, serpentes, iraras e felinos.

Eles vivem em grupos familiares de 2 a 8 indivíduos e se comunicam entre si, emitindo diversos tipos de vocalizações, tanto para os membros do próprio grupo, como de grupos vizinhos. Eles realizam suas atividades durante o dia e, à noite, se abrigam em ocos de árvores para dormir.

Os indivíduos adultos pesam cerca de 600 gramas. Têm o corpo coberto por uma pelagem longa, predominantemente preta, com exceção do dorso, que apresenta coloração alaranjada. Além da pelagem na cabeça, que se assemelha a uma juba de leão e que dá o nome popular da espécie.

 

ALESP

 

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