Pandemia pode gerar aumento de crianças órfãs, diz especialista

A pandemia do novo coronavírus tem provocado diversos efeitos dramáticos na vida da população brasileira. Entre as consequências do surto nas famílias, surge a a possibilidade do aumento do número de órfãos em razão das mortes de pais, avós e outras pessoas que são responsáveis pela adoção ou acolhimento de crianças e adolescentes, conforme alerta o conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos de São Paulo) Ariel de Castro Alves.

“Poderemos ter uma geração de órfãos e as famílias, os poderes públicos e toda a sociedade precisam se preparar para acolher, amparar e educar essas vítimas. Inclusive com programas de apadrinhamento, renda básica, bolsas estudantis, subsídios financeiros para famílias guardiãs e vagas em serviços de acolhimento familiar e institucional”, avaliou o advogado especialista em direitos da infância e juventude.

A psicóloga e psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, mestre e doutora pela Unicamp, acrescenta que o surto da Sars-Cov-2 provoca várias alterações na organização financeira e emocional de uma família. Para a especialista, tais mudanças podem dificultar o contato desses menores no ambiente doméstico e em outros círculos sociais.

“Essas pessoas estão ganhando menos, trabalhando menos. Isso pode fazer com que os pais tenham dificuldade de sustentar essas crianças e adolescentes.Tem a questão do convívio familiar mais intenso ao mesmo tempo que essas crianças têm menos espaços para falarem sobre o que está acontecendo com elas. Por exemplo, na escola, para as professoras e os amigos”, complementou a especialista.

Números de adotados no Brasil

De acordo com os resultados de um estudo realizado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sobre adoção e acolhimento em todo o território nacional, com dados aferidos entre maio de 2015 até o início de maio de 2020 e divulgado nesta segunda-feira (25), data em que é celebrado o Dia Nacional da Adoção, mais de dez mil crianças e adolescentes foram adotados no país.

O diagnóstico também aponta que, na data de fechamento da pesquisa – 5 de maio de 2020, quando a nova plataforma do SNA (Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento) já operava em todos os Estados do Brasil -, havia 5.026 crianças disponíveis para adoção e 34.443 pretendentes.

Segundo os números obtidos pelo CNJ, o Sudeste é a região com mais crianças acolhidas (16,7 mil), seguido do Sul (7,9 mil), Nordeste (5 mil), Centro-Oeste (2,7 mil) e Norte (2,1 mil).

 

Fonte: R7

 

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