Onça-pintada que sofreu queimaduras graves no Pantanal de MT é solta após tratamento em GO

A onça-pintada resgatada com ferimentos graves dos incêndios no Pantanal foi solta nesta terça-feira (20) na região de Porto Jofre, em Poconé (MT), mesmo local onde foi socorrida em setembro. Ela voltou ao habitat depois de tratamento, no Instituto de Preservação e Defesa dos Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (Nex), em Corumbá de Goiás (GO).

Amanaci, como foi batizada a onça-pintada macho durante o tratamento, foi resgatada no dia 17 do mês passado, com queimaduras de terceiro grau e outros problemas de saúde porque havia inalado muita fumaça. Também apresentava grave desidratação com possíveis alterações renais.

Para o transporte, a onça foi anestesiada e recebeu um colar com GPS para o monitoramento, com o objetivo de avaliar a readaptação no retorno ao lar.

Foi transportada até Porto Jofre de carro e depois de barco até o local onde foi resgatada.

Um vídeo feito por Fernando Tortato, do Instituto Panthera, mostra Amanaci saindo da caixa de transporte. Depois que a porta da caixa foi aberta, o animal fica parado por um tempo, enquanto observava o local onde estava. Depois, de forma calma sai da caixa, mas logo que se vê livre já corre em direção à mata.

Onça-pintada recebeu aplicação de células-tronco — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Tratamento

No Instituto de Preservação e Defesa dos Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (Nex), o animal passou por tratamento com terapia de ozônio e laser e com células-tronco. As aplicações são feitas nos pontos onde há lesões provocadas pelo fogo no intuito de acelerar a cicatrização e regenerar o tecido queimado.

A onça-pintada ficou em uma área reservada, sem contato com humanos.

Onça-pintada foi levada para Cuiabá de avião — Foto: Corpo de Bombeiros

O resgate

A onça-pintada invadiu várias casas de moradores do Pantanal mato-grossense e foi resgatada durante uma operação integrada do Corpo de Bombeiros, Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Força Aérea Brasileira (FAB), ICMBio e moradores da região.

Fonte: G1

 

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