Mulheres se destacam também nas forças de segurança de Barueri

A cada dia as mulheres vencem desafios e conquistam espaços em áreas antes consideradas exclusivamente masculinas. Em Barueri, um grande exemplo está na Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana (SSMU), cuja pasta é conduzida, desde 2017, pela advogada Regina Mesquita.

Primeira mulher secretária de Segurança de Barueri, ela comanda uma corporação composta de 554 GCMs (Guardas Civis Municipais), sendo 44 mulheres, e 174 agentes de trânsito (39 do sexo feminino).

À SSMU está vinculada a Guarda Civil Municipal, o Demutran (Departamento Municipal de Trânsito), a Guarda Ambiental, a Defesa Civil e o Resgate Municipal.

Ao longo dos anos, as mulheres têm superado obstáculos e se mostram felizes em suas funções dentro das forças de segurança municipais.

De acordo com Regina Mesquita não é fácil lidar com a profissão, até pelo cargo. “Trabalhei muitos anos e me aposentei como advogada criminalista. É difícil para um homem ser comandado por uma mulher. É meio complicado, mas você não pode ficar muito boazinha”, ressaltou a secretária, acrescentando a força feminina no comando de setores da segurança pública. “Temos as delegadas e as mulheres que chegam ao posto de coronel”.

Para a secretária, o trabalho da SSMU é integrado. “Para você trabalhar com a segurança, tem que ter uma coletividade com os demais. Temos um bom relacionamento com a Polícia Civil, a Polícia Militar e com o Exército. Os índices de Barueri hoje não são méritos somente da Secretaria de Segurança, são do trabalho que é feito em conjunto com as demais forças”.

Regina se diz muito feliz pela gestão da SSMU. Satisfeita, frisou que, independentemente da carreira que as mulheres possam seguir, tira o chapéu paras todas elas. “Trabalham fora, tem desafios e quando chegam às suas casas ainda têm uma família para cuidar e administrar”.

Na Guarda Municipal, a secretária ressaltou que tem as meninas do PTF (Patrulhamento Tático Feminino), formado só por mulheres, e a Base Guardiã Maria da Penha, segmento voltado ao atendimento das vítimas de violência doméstica.

Habilidade, coragem e garra
As três características marcam a carreira de mulheres que optam por ocupar cargos no setor de segurança pública. Usam a mesma farda que os homens, ganham espaço e reconhecimento do trabalho dentro das corporações, conduzindo operações, investigações e ações.

Moradora e natural de Barueri, a socorrista Viviane Fachini Santos, 44 anos de idade, casada e mãe de um filho, trabalha na Prefeitura de Barueri desde 2006. Está há três anos no Resgate Municipal e Defesa Civil.

“Eu sou enfermeira e fui convidada para compor o Resgate. O que a gente enfrenta, principalmente aqui no Resgate, é a questão da força. A composição é praticamente de 90% de homens. Mas é assim: quando a gente se impõe, consegue fazer o trabalho”.

Para Viviane, atuar no Resgate Municipal é um desafio novo, mas o conhecimento dela não difere dos outros. “A força a mulher tem. Não é frágil, só é delicada. Mas é forte! Tem competência em tudo que faz. A mulher consegue, de verdade, fazer qualquer trabalho”.

Inovadora, Viviane procura aprimorar conhecimento, técnica, aprender com os colegas da área masculina. “Os rapazes ensinam. A gente galga nosso cantinho. Não deixamos para trás a competência, a força e a habilidade”.

Um dos exemplos de mulher determinada é a CD Regina (Flávia Regina Rodrigues), de 41 anos de idade. Natural de Barueri, mãe de quatro filhos, trabalha no patrulhamento da área central e comanda 40 homens. É do Departamento Técnico Regional Sul, 1ª Cia – CD Frederico Sadocco Neto.

“Há 20 anos, quando foi aberto o primeiro concurso feminino da Guarda, eu prestei e entrei. Cada dia, ao longo dos anos, a gente passa a gostar da profissão. Prestar serviços à sociedade de Barueri, cidade onde eu nasci e cresci, é muito bom. E a gente recebe o reconhecimento da população pelo bom trabalho prestado”, destaca a CD Regina.

Ela explica que os treinamentos do curso de EQP (Estágio de Qualificação Profissional) são iguais para mulheres e homens. Segundo a CD Regina, tudo é colocado em prática nas ruas. “O nosso dia a dia é um desafio. Sendo mulher, vista por muitos como sexo frágil, a gente tem de se impor muito mais para mostrar que podemos fazer a diferença”, afirma.

Espaço conquistado
Há 13 anos no Demutran, a gente de trânsito Fabiane Nunes da Silva, 39 anos, pernambucana e mãe de dois filhos, destaca que a mulher venceu muitos desafios até hoje, conquistaram espaços e não dependem de ninguém para nada.

Fabiane conta que ser agente de trânsito não era o que ela planejou, mas que aconteceu na vida e ela agarrou e gostou da profissão. “Adaptei-me bem, me sinto útil e capaz. Para autoestima da mulher a área de segurança é ótima”.

A agente já trabalhou na rua, de moto e atua no atendimento. “Passei por todos os departamentos. É um aprendizado servir a sociedade de uma forma diferente a cada dia”.

Como agente de trânsito, Fabiane disse que a maior dificuldade está relacionada a multas. “Mexe com o bolso, é mais complicado. Por mais que seja mulher, as pessoas se exaltam. Comigo nunca aconteceu nada muito sério. As vezes que enfrentei situações mais agressivas foi mais fácil de lidar. Eu administrei bem”, relata.

 

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