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Ministro nega interferência de Bolsonaro no Inep e no Enem

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, negou, na tarde desta terça-feira (16), que haja interferência ideológica na elaboração do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano. A prova, que é um dos principais meios de acesso às universidades públicas no país, começa a ser aplicada no domingo (21) e tem a segunda etapa marcada para o domingo seguinte (28).

Nesta segunda-feira (15), durante agenda em Dubai, nos Emirados Árabes, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a prova “começa agora a ter a cara do governo”. O titular do MEC (Ministério da Educação) negou a afirmação do mandatário, alegando que não há interferência na elaboração da prova. “Não há problema de interferência no Inep nem no Enem. Está tudo encaminhado para as provas se realizarem normalmente”, disse Ribeiro após reunião no Ministério da Justiça.

Nas últimas semanas, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) sofreu com uma debandada de quase 40 servidores. Pelo menos 28 pessoas que exerciam funções de liderança dentro do órgão e entregaram os cargos estavam diretamente envolvidas com a realização do Enem. Em carta, os funcionários alegaram falta de gestão na autarquia ligada ao MEC, “assédio moral e pressão ideológica”.

Apesar da crise deflagrada pela renúncia coletiva dos servidores, a reunião desta terça no Ministério da Justiça, que contou com a presença de Ribeiro, de Anderson Torres, titular da Justiça, e do presidente do Inep, Danilo Dupas, tratou apenas da segurança durante a realização da prova.

Ingerência ideológica

Desde que assumiu o governo, Bolsonaro e seus aliados têm tentado ter maior ingerência ideológica no exame, que obedece a critérios técnicos para avaliar os estudantes do ensino médio no país. O Inep, responsável pela elaboração e organização da prova, está em seu quinto presidente desde 2019. O próprio MEC está sob o comando do terceiro ministro desde o começo da gestão de Bolsonaro.

Já em 2019, primeiro ano do governo, o Inep teve uma “comissão ideológica”, que foi nomeada para avaliar questões da prova e barrou 66 perguntas. Em outubro deste ano, após uma proposta do Inep de criar uma comissão para a revisão ideológica das questões, o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, encaminhou ao órgão uma recomendação de que o “tribunal ideológico” (como o caso ficou conhecido) não fosse adiante. O MEC já havia tentado algo semelhante por meio de uma portaria de fevereiro, que acabou revogada.

 

Fonte: R7

 

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