Governo de SP prorroga quarentena até 28 de junho e atualiza flexibilizações em cidades

O governador João Doria (PSDB) anunciou na tarde desta quarta-feira (10) que vai prorrogar a quarentena até o dia 28 de junho devido a propagação do coronavírus e mudará a classificação das cidades do estado no Plano São Paulo, de retomada gradual das atividades econômicas.

A Grande São Paulo, o litoral paulista e a cidade de Registro vão passar da fase vermelha (mais crítica) para a laranja (com menos restrições). As medidas de flexibilização passam a valer na próxima segunda-feira (15). Já as cidades de Barretos, Presidente Prudente e Ribeirão Preto, no interior paulista, foram reclassificadas na fase vermelha devido ao aumento da propagação do coronavírus. Com isso, volta a ser proibida a abertura do comércio não essencial nessas cidades.

“O governo de São Paulo decreta nova quarentena de 15 a 28 de junho, será o quinto período de quarentena no estado de São Paulo, esta nova quarentena será denominada quarentena heterogênea, onde será aplicado o Plano São Paulo. Será uma retomada consciente da economia por fases e por regiões conforme prevê o plano São Paulo, com cuidado, com segurança e dentro dos limites determinados pela ciência e pela medicina e dessa orientação nós não nos afastaremos”, disse Doria.

Novo mapa mostra evolução da situação das regiões no Plano São Paulo em 15 dias. — Foto: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo

O fechamento do comércio que proibiu o funcionamento de serviços não essenciais foi imposto pela quarentena do coronavírus.

“Houve uma melhora na região metropolitana como um todo, na Baixada Santista e Vale do Ribeira. E todos eles juntos agora é uma região que passa pra fase de controle, ou seja, a fase laranja onde está autorizado o início da retomada gradual, principalmente de comércios e serviços, com limitação de capacidade e atendimento, de horário de funcionamento e a exigência de aplicação de protocolos de higiene e distanciamento”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômica, Patricia Ellen.

Movimentação na região do Brás, no centro de São Paulo (SP), nesta quarta-feira (10), no primeiro dia de reabertura do comércio de rua — Foto: Mineto/Futura Press/Estadão Conteúdo

De acordo com Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, a passagem da região do ABC para a fase laranja foi possível devido ao aumento do número de leitos de UTI com a chegada de novos respiradores.

“Nós conseguimos chegar a 68% da ocupação de leitos no ABC, esse número era superior a 86% na análise feita há 14 dias atrás e, portanto, superamos uma taxa de ocupação agora inferior aos 80%, o que leva a região para a fase laranja. O que nos preocupa ainda na região é a questão da variação de óbitos durante o período e esse ainda é o que leva a região para a fase laranja como destaque negativo”, destacou.

A cidade de São Paulo já estava na fase laranja desde o dia 1º de junho, mas a reabertura das lojas de ruas ocorreu somente nesta quarta. Os shoppings poderão reabrir nesta quinta-feira (11).

O número de mortes pelo coronavírus no estado de São Paulo bateu recorde pelo segundo dia seguido nesta quarta com 340 casos em 24h. Com isso, são 9.862 vidas perdidas no estado, e 156.316 infectados.

Recuo

Já as regiões de Bauru e Araraquara, no interior paulista, retrocedem na flexibilização e passaram da fase amarela para a laranja, com mais restrições.

Em Barretos e Presidente Prudente, que iniciaram a flexibilização na fase amarela para a vermelha, sem passar pela laranja. Ribeirão Preto passou do laranja para o vermelho. As demais regiões do estado continuam laranja. Na fase amarela era permitido até a abertura de bares e restaurantes para o público.

“A mesma disposição e firmeza que temos para avançar com o Plano São Paulo teremos também para recuar, teremos para orientar medidas restritivas na quarentena”, argumentou o governador João Doria.

No entanto, ele diz que a avaliação do governo não houve erro nenhum no caso de Barretos e Presidente Prudente, que retrocederam duas fases. “A avaliação do governo é que não houve erro algum. Cidades que merecerem, pelos índices, avançarem para uma faixa de maior liberação, avançarão, as cidades que deverão manter por conta de seus índices a sua posição, manterão, e as que tiverem que regredir, regredirão. Essa é nossa posição, clara e objetivamente.”

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