Emoção marca mudança das primeiras famílias para o Miguel Costa em Osasco

Um misto de emoção, lágrimas e alegria marcou a entrega das primeiras moradias do Conjunto Residencial Miguel Costa, em Quitaúna. Dezenas de famílias se apressavam para tirar os móveis dos caminhões e, enfim, se acomodar no novo lar após alguns meses de espera. O prefeito Rogério Lins, o presidente da Câmara, Ribamar Silva, e o secretário de Habitação, Cláudio Monteiro, compareceram ao local para acompanhar as mudanças.

A Prefeitura de Osasco montou uma logística que envolveu as secretarias de Habitação, de Segurança e Controle Urbano (Secontru), de Transportes e da Mobilidade Urbana, além de equipes da assistência social para garantir a segurança e organização das mudanças, que ocorrerão nos próximos finais de semana até que as 960 famílias ocupem todo o conjunto de apartamentos. Cada unidade tem 52 m² e conta com dois dormitórios, sala, banheiro, cozinha e lavanderia conjugados.

A ocupação do Miguel Costa é resultado de uma ação judicial conjunta entre a Prefeitura de Osasco, Ministério Público e Defensoria Pública da União ocorrida em abril desse ano junto à Justiça Federal. A decisão judicial autorizou o acesso dos moradores ao residencial, mas antes foi necessário a assinatura dos contratos com a CEF (Caixa Econômica Federal) e a criação de um bolsão de estacionamento próximo à estação de trem de Quitaúna para atender aos moradores.

A dona de casa Luciane Gomes da Silva, 48 anos, não conseguiu segurar a emoção ao falar da volta para o Miguel Costa. Ela, o marido Roberto Gomes da Silva, 50, e os filhos Gabriel, 21, e Kléber, 25, moravam na antiga comunidade que havia no terreno antes da construção dos apartamentos. “Morávamos aqui desde que os meninos eram pequenos. Saímos há uns seis anos para a construção e ficamos no bolsa aluguel nesse tempo. É o dia mais feliz das nossas vidas, porque agora temos uma casa que podemos dizer que é nossa”, disse Luciane.

Maria de Fátima Bertusso Pereira, 53, o marido Manoel Alves, da mesma idade, e o filho, Caique, 25, também estavam na condição da família de Luciane Gomes. “Ficamos muitos anos aguardando desde que entramos no programa (Minha Casa, Minha Vida). Depois teve esse problema com o Exército e não conseguimos mudar no fim do ano passado. Nunca tivemos uma casa própria. Mas agora, graças a Deus, esse dia chegou”, disse, segurando o choro.

Rogério Lins visitou alguns apartamentos e conversou com os moradores. “É motivo de muita satisfação ver que esse momento chegou e que agora essas famílias vão morar em um local organizado e seguro para tocar suas vidas”.

CONJUNTO HABITACIONAL

A entrada no Conjunto Habitacional Miguel Costa, entrave que impediu a ocupação do empreendimento desde que foi concluído em novembro do ano passado, se dará pelo acesso de nível, passando sobre a linha da CPTM e em frente ao Quartel do Exército.

Os moradores também terão duas passarelas: uma na estação de trem de Quitaúna e outra no Km 21. Até que a prefeitura construa um viaduto sobre a linha férrea e que desemboque na Avenida dos Autonomistas, os moradores do Conjunto Miguel Costa terão bolsões de estacionamento e serviço de traslado 24 horas das estações de trem até o conjunto residencial.

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.Os campos obrigatórios são marcados *

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: