Departamento de Zoonoses de Barueri alerta para doença que causa lesões em gatos

A Prefeitura de Barueri, por meio do Departamento Técnico de Controle de Zoonoses, orienta a população para que fique atenta à doença esporotricose, que atinge os gatos.  Os animais contaminados apresentam lesões gomosas (áreas elevadas, com ulceração e necrose centrais), principalmente na face, membros e cauda. Essas lesões podem se disseminar comprometendo o corpo do animal.

A doença também pode ser transmitida para humanos, principalmente quando estes forem arranhados por animais infectados. A esporotricose é uma micose causada por fungos do grupo Sporothrix schenkii presentes no solo, em troncos de árvores e nas unhas dos gatos.

Atualmente a equipe Agente de Controle e Prevenção às Endemias (ACE) intensificou os trabalhos de buscas ativas de novos casos nos bairros Engenho Novo e Tamboré, atuando e informando as pessoas acerca dos cuidados sobre a doença.

Transmissão e prevenção

“A transmissão é feita principalmente a partir da inoculação do agente presente em unhas ou dentes de gatos infectados, por arranhões ou mordeduras. A doença pode também ser transmitida através de brigas e disputas entre esses animais”, alerta Marta Chaves Pereira de Lima, da Coordenadoria Técnica de Vigilância em Saúde.

Além disso, ainda de acordo com Marta, os gatos em situação de rua podem entrar em contato com plantas e solos onde há o fungo ou com outros animais com a doença.

É importante prevenir levando o animal ao veterinário regularmente. Também é recomendável castrá-lo. Quanto aos donos, é preciso usar luvas para atividades de jardinagem (a fim de evitar o contato com o fungo) e se protegerem caso seus gatos de estimação apresentem a doença.

No caso de humanos que tenham sido arranhados por esses animais, e também apresente lesões, procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência.

Caso o gato apresente lesões que não cicatrizam, a orientação dos técnicos da Zoonose é a de o responsável pelo animal procurar o atendimento veterinário para tratamento, além de não permitir que o gato vá para a rua.

Número de casos

Segundo o Departamento de Zoonoses, entre 2019 e o início de junho de 2021, foram diagnosticados 43 gatos com a doença em oito bairros da cidade. Por não se tratar de uma doença de notificação compulsória, estima-se que o número de casos possa ser maior.

Os bairros onde apareceram a doença foram: Jardim Júlio, Jardim Líbano, Jardim Paulista, Engenho Novo, Jardim dos Camargos, Jardim Mutinga/Parque Imperial, Vale do Sol e Alphaville/Tamboré.

 

 

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