Câmara de Osasco celebra 89 anos de voto feminino no Brasil

Evento realizado, no Plenário Tiradentes da Câmara Municipal de Osasco, marcou a passagem dos 89 anos do voto feminino no Brasil. De iniciativa da vereadora Juliana da Ativoz (Psol), o encontro foi presidido pelo parlamentar Pelé da Cândida (MDB).

Com as presenças de diversas autoridades políticas e sociais femininas, o evento comemorou os avanços das mulheres na política e na sociedade e também fez um balanço das dificuldades e percalços das mulheres nos últimos 100 anos. Temas como direitos femininos, representatividade, transfobia, políticas públicas, dentre outros assuntos foram abordados.

Na abertura dos trabalhos, o dirigente dos trabalhos, vereador Pelé da Cândida, comentou o crescimento da bancada feminina na atual legislatura da Câmara: de três para cinco vereadoras. “As mulheres não estão tomando espaço de ninguém, apenas ocupando um lugar que lhes é de direito”, disse o parlamentar do MDB.

Mônica Veloso, Secretária Executiva de Políticas para Mulheres e Promoção da Diversidade, ressaltou a importância de discutir representatividade e afirmou que é na gestão pública onde se pode construir meios de transformação da vida das mulheres e dos LGBTs. “É importante destacar a sensibilidade do prefeito em criar secretarias para consolidar avanços das mulheres. Temos que criar uma sociedade que nos reconheça como seres políticos”.

Representante do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Andreia Souza destacou a luta das mulheres por igualdade: “Votar foi ganhar um direito ao qual os homens comumente exerciam”. Andreia comentou como o avanço feminino se dá em etapas, mas ainda avança devagar: “Mulheres ainda morrem simplesmente por serem mulheres, nosso país tem o mais alto índice de feminicídio do mundo”.

“Ainda há muito o que avançar no que se refere aos direitos da mulher”, disse a vice-prefeita Ana Maria Rossi, falando em nome do Executivo Municipal. Ana Maria comentou sobre os 48 anos de vida pública em Osasco e disse que os homens ainda ocupam a maioria dos cargos eletivos e de poder: “Temos que conquistar esses espaços, pois o lugar da mulher é onde ela quiser”.

Estatísticas trazidas pela vereadora Elsa Oliveira corroboram a fala da vice-prefeita. Segundo os dados do TSE, apenas 12% das cidades brasileiras são governadas por uma prefeita e apenas 16% dos cargos de vereador são ocupados por mulheres. Elas são apenas 15% dos deputados federais – contra uma média de 28% nos parlamentos de outros países da América Latina.

Conforme a vereadora, as mulheres ainda precisam lutar muito para transformar a equidade entre homens e mulheres em realidade: “Até pouco tempo atrás, o Senado – construído já nos anos 1960 – ainda não tinha banheiro feminino”.

No mesmo tom da fala da parlamentar do Podemos, as outras quatro vereadoras da Casa comentaram sobre as dificuldades femininas na política. Ana Paula Rossi (PL) lamentou que muitos partidos somente cumpram a cota de vagas para mulheres e não abram espaço efetivo para elas em suas discussões. Juliana da Ativoz (PSOL) lembrou a luta das pioneiras na defesa dos direitos políticos das mulheres. Cristiane Celegato (Republicanos) afirmou que somente a eleição de mais políticas mulheres trará mudanças e a parlamentar Lúcia da Saúde (Podemos) diz que as mulheres nem sempre têm liberdade política plena.

Mônica Bonfim, do Conselho Municipal de Políticas para Igualdade Racial (Compir), trouxe dados que mostraram a dimensão racial da luta das mulheres por igualdade política: “As mulheres são 50% da população, mas são 70% dos beneficiários do Bolsa-Família e 68% dos feminicídios são contra mulheres negras”.

Na última fala do evento, Sílvia Helena, da Secretaria Executiva de Políticas para Mulheres e Promoção da Diversidade, comentou sobre os avanços obtidos por mulheres trans no pleito de 2020: “Candidaturas trans cresceram 226% em 2020 e foram eleitas 30 pessoas trans contra apenas oito no pleito de 2016”.

 

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