Assembleia Legislativa de São Paulo inicia testagem rápida da Covid-19 em funcionários

A testagem em massa é uma das formas mais eficazes de controle da Covid-19, de acordo com especialistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Pensando nisso, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (7/6), uma campanha para testar funcionários e colaboradores.

Até a próxima sexta, dia 11 de junho, a expectativa é fazer o teste em até mil pessoas, entre servidores, assessores, funcionários terceirizados, estagiários e prestadores de serviço que atuam presencialmente no Parlamento. Após obter uma senha, o trabalhador já pode fazer o teste rápido, das 13h às 17h.

Atualmente, por decisão de Ato da Mesa, funcionários que se enquadram nos grupos de risco estão em trabalho remoto. As sessões presenciais estão suspensas até 13 de junho. As votações, assim como reuniões das comissões e atos solenes, são realizadas em ambiente virtual com transmissão pela Rede Alesp na TV, Youtube e redes sociais da Assembleia.

O presidente da Assembleia, deputado Carlão Pignatari, fez o teste nesta segunda-feira. Para ele, é importante a Assembleia fazer esse trabalho e dar exemplo a todo Estado. “Eu tomei a primeira dose da vacina há trinta dias e já deu que estou começando a ser imunizado. Então eu fico muito feliz de saber que a saída para essa pandemia realmente é a vacinação de todos os brasileiros”, afirmou.

Segundo Pignatari, os resultados da testagem vão auxiliar na decisão da retomada ou não do trabalho presencial no Parlamento. “Eu acho que é de extrema importância a gente testar todos os funcionários terceirizados ou funcionários da Assembleia para que possamos voltar presencialmente com muito mais segurança”, disse.

Além dos testes já obtidos pela Assembleia, o presidente pretende ampliar a oferta de testagem com novas aquisições. “Eu vou tratar isso com a 1ª Secretaria para que a gente compre mais testes para inclusive as pessoas que venham falar com os deputados”, ressaltou.

A enfermeira e gestora da Divisão de Saúde da Assembleia, Cristiane Santiago, também afirmou que novas campanhas podem ser realizadas. “A gente tem acompanhado a dinâmica da pandemia, o que é publicado em termos de diretrizes, e os testes que são recomendados para fazer em populações e é possível que venham novas campanhas sim”, disse.

Ítalo Cardoso Araújo, que é diretor do Departamento de Recursos Humanos da Assembleia, disse que o objetivo de testar, nesta primeira etapa, os trabalhadores em regime presencial, é para “ter um olhar mais dirigido para essas pessoas para saber se nós temos um potencial de contaminação entre aqueles que estão aqui”, afirmou.

Além de permitir o mapeamento de possíveis contaminados, a assessora parlamentar Daniela Salatino acredita ser uma medida importante para pessoas sem sintomas saberem se já tiveram contato com o vírus. “No meu caso, por exemplo, poderia ter isso assintomática. A gente não parou de trabalhar em nenhum momento, a maior parte do tempo estamos na rua, visitando comunidades, fazendo ações sociais, ainda mais agora na pandemia”, disse.

Celio Rodrigues é terceirizado e também foi testado. “Só através da testagem você consegue localizar onde está o centro de transmissão”, afirmou ele.

Araújo ressaltou ainda que, ao realizar a triagem dos funcionários para a testagem, a divisão responsável pode mapear a saúde do funcionário para além da questão do coronavírus. “Não é só sobre Covid que perguntam, irão perguntar se tem problema cardíaco, renal, de pressão, se já teve outras doenças. Quer dizer, é também um levantamento que o Departamento de Saúde faz”, afirmou.

Os testes rápidos utilizados na campanha da Assembleia detectam os anticorpos IgM (que indicam resposta imunológica recente) e IgG (que apontam reposta imunológica anterior) por meio de uma amostra de sangue coletada na ponta do dedo, e podem indicar se a pessoa já teve contato com o vírus a partir da identificação de proteínas de defesa. Apesar de não ser indicado para a detecção da doença, o teste pode ajudar a constatar as pessoas que estão no período de transmissão.

A operacionalização da testagem foi pensada de modo a evitar aglomeração. Para isso, há a distribuição de senhas e os funcionários podem esperar sentados em cadeiras distribuídas com distanciamento enquanto aguardam o resultado, que fica pronto em 10 minutos. “Está bem organizado”, apontou a assessora parlamentar Andrea Tambucci.

Apenas pessoas sem sintomas devem participar da testagem. Sintomáticos necessitam recorrer à Divisão de Saúde para receber avaliação médica e solicitação para realização do RT-PCR, feito com a coleta de secreções respiratórias.

 

ALESP

 

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