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Anvisa manda recolher chocolates Kinder importados da Bélgica

A Anvisa publicou nesta quarta-feira (20) uma resolução que determina o recolhimento de um lote de chocolates Kinder Schoko-Bons Branco 200 g, pelo risco de contaminação com bactéria. Segundo a agência, foi identificada a importação para o mercado brasileiro, realizada pela empresa Terra Nova Trading, do produto fabricado em Arlon, na Bélgica. Os produtos dessa fábrica foram alvo de alerta internacional sobre um surto de Salmonella typhimurium em chocolates de um lote da marca Kinder.

Às vésperas da Páscoa, a Anvisa informou que recebeu o alerta internacional sobre contaminação de chocolates da marca. Apesar de o Brasil não estar incluído na lista de países para os quais o produto foi distribuído, a agência disse que acompanharia o caso. Em 14 de abril, a agência publicou uma resolução que proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos da marca.

“A agência está monitorando as informações das autoridades na Europa sobre os casos de infecção por Salmonella typhimurium associados ao consumo de chocolates da empresa Ferrero fabricados na Bélgica e distribuídos para diferentes países”, disse, em nota na época.

Segundo a Anvisa, os representantes da empresa Ferrero no Brasil esclareceram na época que a contaminação por salmonela aconteceu na fábrica em Arlon, na Bélgica, e que as operações no local já foram suspensas. No comunicado, a empresa afirma que estava recolhendo os produtos, que foram fabricados na Bélgica, em todos os países de destino, e que a contaminação não atinge os itens comercializados no Brasil.

Segurança dos chocolates

Após a divulgação do caso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública notificou a fabricante Ferrero do Brasil. Por meio da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), a pasta determinou que a empresa formalize o recall do chocolate Kinder ou apresente esclarecimentos sobre a segurança do produto.

“Considerando que, até então, a Ferrero do Brasil não emitiu comunicado específico destinado à Senacon, a referida empresa foi notificada em prol da transparência nas relações de consumo. Recomenda-se que as subsidiárias e importadoras de fornecedores de produtos e serviços informem às autoridades brasileiras competentes que os produtos ou serviços objeto do recall no exterior não atingiram o mercado brasileiro. Se o produto tiver indícios de risco aos consumidores em território brasileiro, o fornecedor deve formalizar o recall imediatamente”, ressalta a Senacon, em nota.

A empresa tem o prazo de 72 horas, a partir do recebimento da notificação, para formalizar o recall ou prestar os devidos esclarecimentos. Em nota, a Ferrero Brasil reiterou que os produtos alvo de recall não são vendidos no Brasil, “portanto não há que se falar em retirada destes itens do país”. A empresa disse ainda que lamenta a situação e que o episódio atinge “o cerne do que defendemos e tomaremos todas as medidas necessárias para preservar a total confiança de nossos consumidores”.

 

Fonte: R7

 

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